domingo, 22 de junho de 2008

O primeiro cavaleiro: São Miguel Arcanjo. A cavalaria é a sucessora terrestre da milícia angêlica


O pensamento da Idade Média está penetrado em todas suas partes por crenças religiosas. De um modo análogo está embebido do ideal cavalheiresco, i. é, do pensamento daquele grupo que vive na esfera da corte e da nobreza. As crenças religiosas estão postas a serviço deste ideal.

O feito de armas do arcanjo São Miguel contra Lucifer foi ‘a primeira batalha de uma proeza que jamais conseguiu ser igualada’.

O arcanjo é o antepassado da cavalaria, que, como ‘milice terrienne et chevalerie humaine’

A cavalaria é a sucessora terrestre do exército dos anjos em torno do trono do Senhor.

Fonte: Johan Huizing, “El Otoño de la Edad Media”, Revista de Occidente, S.A. Madrid, 1965, 6ª. ed., p. 101.



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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Chanson de Roland : O grande luto pela morte dos heróis cristãos

Fonte de Roland, Bremen, AlemanhaO combate é tremendo. Os francos lutam muito unidos e causam imensas perdas aos muçulmanos. Mas, um a um vão caindo. Fica só um punhado de heróis. Eles vão morrer. Misteriosos e simbólicos sinais aparecem no céu da França.

Ouça o segundo excerto da Chanson de Roland

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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Os três ducados

Era uma vez um homem como todos nós, nem melhor nem pior, um pobre pecador. E estava sendo conduzido à forca da cidade de Toulouse.

Ora, passava por Toulouse o rei René com sua esposa. A rainha viu o condenado já empoleirado no banco, com a cabeça enlaçada pela corda. Não pôde conter um grito, e escondeu o rosto entre as mãos.

O rei deteve a todos, e voltando-se para os cônsules, disse: "Senhores magistrados, a rainha vos pede conceder a esse homem o perdão".

Os cônsules responderam: "Senhor, este homem cometeu um crime para o qual não há perdão...

Leia a lenda dos três ducados e seu ensinamento

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terça-feira, 3 de junho de 2008

Como cantariam os medievais as canções de gesta?

No ano de 778, Carlos Magno fez uma incursão na Espanha invadida pelos muçulmanos. Mas, a retaguarda do seu exército foi massacrada numa emboscada em Roncesvalles (Pireneus). Na batalha pereceram Roland e os Doze Pares de França.

A épica tragédia e os heróicos lances de armas atribuídos aos Doze Pares chefiados por Roland e Olivier, empolgaram o ânimo dos medievais.

A batalha com suas façanhas era cantada nas praças por bardos.
Como soaria essa canção em lábios medievais? Difícil dizé-lo. Mas, eis uma interpretação que nos dá margem para refletir.

Ouça um primeiro excerto da Chanson de Roland

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domingo, 1 de junho de 2008

De escravos antigos a servos da gleba:
transição para o homem livre

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Um ponto que serve para mostrar o tipo de tratamento reinante entre os diversos graus da hierarquia social é a comparação entre os escravos da Antiguidade e os servos da gleba na época medieval.

Na Antiguidade o escravo não tinha qualquer direito, nem mesmo o da vida. Podia ser morto por seu dono, que tinha direito de vida e de morte sobre ele.

Não tinha direito a constituir família. Se alguma escrava tinha um filho, este podia ser vendido e mandado para longe da mãe, como um animal.

Ao final do Império Romano, quando este já se havia tornado cristão, foi reconhecido aos escravos o direito ao matrimônio.

Este processo fazia parte daquilo que se chamou de humanização do Direito Romano, atribuída à influência cristã.

Tal direito ao matrimônio, porém, não impedia que o casal pudesse ser separado, vendido, etc. Não era ainda o direito ao matrimônio do homem livre.

Foi somente com a instauração da Cristandade medieval na Europa que se conheceu, pela primeira vez na História, um continente inteiro sem a escravidão.

O servo da gleba era um servidor que não tinha o direito de sair do lugar onde trabalhava.

Era ligado à gleba, não sendo, portanto, um homem livre em toda a força do termo.

Porém, apesar de não ser totalmente livre, desfrutava de muitos direitos. Inerente à sua própria condição, tinha o direito de permanecer na terra onde trabalhava, não podendo ser expulso dela pelo seu senhor.

Exercia também uma espécie de direito de propriedade sobre a casa onde morava e sobre uma parte das terras que cultivava.

Seu tempo era dividido entre o trabalho nas terras do senhor e em suas próprias terras, de cujos frutos ele vivia.

Algumas vezes beneficiava-se ainda de uma porcentagem do que produzia nas terras do senhor. Seu contrato de trabalho era hereditário e intocável.

Tinha direito a constituir família e só podia ser castigado fisicamente em caso de comprovado mau comportamento.

Se o senhor vendia as terras que possuía, estas eram alienadas junto com o servo, que não podia ser mandado embora.

A servidão da gleba era um estado intermediário entre a escravidão e a liberdade.

Quando terminou a Idade Média quase não havia mais servos da gleba na Europa.

Na Idade Média, sob a influência da Igreja, constituiu-se uma classe dos homens livres, classe esta muito menos numerosa na Antiguidade, época histórica em que uma parcela considerável da população era constituída por escravos.

A expressão servo da gleba continuou em uso até a Revolução Francesa.

Mas então os que se denominavam servos eram os descendentes dos antigos servos da gleba, sendo proprietários das terras que cultivavam, pagando aos nobres um pequeno imposto pelo fato de, outrora, tais terras terem pertencido à nobreza.

A origem histórica dos servos da gleba remonta à época das invasões dos bárbaros, nos séculos IV e V, quando o Império Romano do Ocidente se desagregou.

Os proprietários de terras, que possuíam certos recursos, começaram a construir fortificações para se abrigar contra os invasores.

Então muitos homens, que não tinham condições para se defender dos ataques dos bárbaros, pediam licença para se refugiar nas fortificações daqueles proprietários, as quais constituíam a forma primitiva do que foi mais tarde o castelo medieval.

Os proprietários geralmente impunham como condição aos abrigados, que estes cultivassem as terras no tempo de paz e os ajudassem na luta contra os invasores, em época de guerra.

Formou-se assim um contrato do servo com o proprietário.

Na época em que foi instituída, a servidão da gleba foi aceita como algo natural, fruto das circunstâncias.

Porque um senhor, diante das grandes hordas que se deslocavam, precisava ter certeza de que sua propriedade teria um número suficiente de homens para defendê-la.

Era-lhe vantajoso estabelecer um contrato vitalício, e mesmo hereditário.

Do mesmo modo, era vantajoso para os servos, os quais, muitas vezes não eram homens livres, mas antigos escravos romanos.

Sua situação foi suavizada, pela influência da Igreja, mediante a condição de servos da gleba, antes de ser totalmente abolida a escravidão.



Fonte: CATOLICISMO



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