quarta-feira, 30 de julho de 2008

O milagre que deu o nome de São Miguel ao Castel Sant'Angelo

Em 590 Roma foi alagada por uma enchente do rio Tibre. Estorou a peste. A cidade perecia. Mas, o Papa era um santo. Mandou fazer uma procissão septiforme. As pessoas morriam durante a procissão e desanimavam. O Santo mandou seguir em frente. Subitamente ouviu-se no Céu, um cântico até então desconhecido... Clique e saiba o que houve.

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domingo, 27 de julho de 2008

Os filhos de São Bento

São Bento entrega a Regra a São Mauro, Glória da Idade Média
Os resultados da obra de São Bento foram imensos. Tanto em vida como depois de sua morte, multidões de filhos das mais nobres raças da Itália e a elite dos bárbaros convertidos acorrem a Monte Cassino.

Depois eles daí saem, e descem para se espalhar por todo o Ocidente: missionários e trabalhadores, que virão logo a ser os doutores e os pontífices, os artistas e os fundadores de instituições, os historiadores e os poetas da nova sociedade.

Eles vão propagar a paz e a Fé, a luz e a vida, a liberdade e a caridade, a ciência e a arte, a palavra de Deus e o gênio do homem, as Santas Escrituras e as obras de arte, no meio das províncias desesperadas do império destruído, e até o fundo daquelas regiões selvagens que, a grande custo, se conseguiram salvar da destruição dos bárbaros.

São Bento, Lisieux, Glória da Idade MédiaMenos de um século depois da morte de São Bento, tudo o que a barbárie havia conquistado sobre a civilização é reconquistado. Além disso, esses filhos de São Bento se apressam a ir pregar o Evangelho até em rincões nos quais os primeiros discípulos de Cristo não puderam chegar.

Depois da Itália, Gália e Espanha retomadas do inimigo, a Grã-Bretanha, a Germânia e a Escandinávia vão ser uma a uma invadidas, conquistadas e incorporadas à Cristandade. O Ocidente está salvo. Um novo império é fundado. Um novo mundo começa.

Vinde agora, ó bárbaros! A Igreja nada tem a vos temer. Reinai onde quiserdes, a civilização não fugirá de vós. Antes, sois vós que defendereis a Igreja e refareis a civilização.

Vós vencestes tudo, conquistastes tudo, revirastes tudo. Sereis por vossa vez vencidos, conquistados e transformados. Já nasceram os homens que serão vossos mestres.

Eles tomarão vossos filhos, e até filhos de reis, para os juntar a seu exército. Tomarão vossas filhas, vossas rainhas, vossas princesas, para as prender em seus monastérios.

St Benoît-sur-Loire, Glória da Idade MédiaA obra não será curta nem fácil. Mas eles chegarão à meta. Eles dominarão os povos novos, mostrando-lhes o ideal da santidade, da grandeza, da força moral.

Eles os farão instrumentos do bem e da verdade. Ajudados por esses vencedores de Roma (os bárbaros), eles levarão o império e as leis de uma nova Roma muito além das fronteiras que o senado fixou ou que os Césares imaginaram.

Eles irão vencer e benzer, lá onde não penetraram nem as águias romanas nem mesmo os apóstolos. Eles serão os benfeitores de todas as nações modernas.

Serão vistos, ao lado dos tronos de Carlos Magno, de Alfredo, de Othon o grande, criarem com eles a realeza cristã e uma sociedade nova.

Enfim, eles subirão com São Gregório Magno e São Gregório VII até a Sé Apostólica, de onde presidirão, durante séculos de luta e de virtude, os destinos da Europa Católica e da Igreja.

(Fonte: Montalembert, “Les moines d’Occident” - 1878, t. II, p. 74)

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terça-feira, 22 de julho de 2008

Pode nascer uma abadia "medieval" em pleno século XXI nas Américas?


A resposta é positiva segundo os estudantes da Universidade de Kansas que fundaram uma abadia em Clear Creek, nos EUA, para re-editar a influência dos mosteiros medievais, agora visando a gestação de uma nova Civilização Cristã.

Como? Veja aqui.

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sábado, 19 de julho de 2008

A história do rapaz estrangulado pelo demônio

Demônio e Anjo da Guarda no Juízo Final, Notre DameDois estudantes combinaram ir a uma casa de perdição. Um deles, porém, desistiu no último momento. Antes de dormir rezou três Ave-Marias. Era um costume de família.

Assim que deitou, ouviu umas pancadas na porta, e viu seu infeliz companheiro morto que lhe falava, e disse:

O que houvera?

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quinta-feira, 17 de julho de 2008

Papa Bonifácio VIII: superioridade dos Papas sobre os reis

Túmulo de Bonifácio VIII, Florença"O Evangelho nos ensina que há na Igreja e no poder da Igreja dois gládios: o espiritual e o temporal.

"Quando os Apóstolos disseram: “Temos aqui dois gládios" – aqui, isto é, na Igreja – o Senhor não respondeu: “É demasiado”. Pelo contrário, respondeu: “isto basta”.

"Por certo, aquele que nega que o gládio temporal esteja no poder de Pedro, desconhece a palavra do Senhor que disse: “Recoloca tua espada na bainha”.

"Portanto, um e outro gládio estão no poder da igreja, o espiritual e o temporal; mas este deve ser tirado para a Igreja, aquele pela Igreja; um pela mão do sacerdote, o outro pela mão dos reis e dos soldados, mas com o consentimento e o beneplácito do sacerdote.

"Contudo, é preciso que o gládio esteja subordinado ao gládio; a autoridade temporal ao poder espiritual, porquanto diz o Apóstolo: “Não há poder que não venha de Deus, mas os que existem foram instituídos por Deus”; ora, esta ordem não existiria se um dos dois gládios não estivesse subordinado ao outro, e, enquanto seu inferior, ligado por ele à categoria suprema, pois segundo São Dionísio: “A lei da divindade é que as coisas inferiores devem estar ligadas às superiores pelos intermediários”.

Bonifácio VIII, Agnani"Devemos reconhecer que o poder espiritual supera em dignidade e em nobreza todo poder temporal, tanto mais evidentemente quanto as coisas espirituais superam de muito as coisas temporais.

"Cabe ao poder espiritual instituir o temporal e julgá-lo caso não seja bom. Verifica-se, assim, atinente à Igreja e ao poder eclesiástico, o oráculo de Jeremias: “Eu vos constitui sobre as nações e sobre os reinos, etc.”.

"Se, portanto, o poder temporal se desvia, ele será julgado pelo poder espiritual; se o poder espiritual desvia-se, o inferior será julgada pelo superior, e se é o poder superior, só por Deus. Ele não poderá ser julgado pelo homem, como atesta o Apóstolo: “O homem espiritual julga todas as coisas e não é julgado por ninguém”.

Fonte: Bula Unam Sanctam, apud Marie-Hippolyte Hemmer, verbete Boniface VIII, in “Díctionnaire de Théologie Catholique”, Tomo II, col. 999s.

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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Canção de Rolando (6º) : O conde Olivier entrega sua alma a Deus

O conde Olivier entrega su alma a Deus, Canção de RolandFerido, o bom e sábio conde Olivier caiu no chão.

Sintindo a morte se aproximar, ele fez a confissão de seus pecados, juntou as mãos em direção ao Céu pedindo a Deus que lhe abrisse as portas do Céu, que abençoasse o santo imperador Carlos Magno e à doce França...

Ouça o pranto de Roland.


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Significado do sorriso por trás da força das colunas góticas

As colunas góticas encerram muitos ensinamentos da sabedoria católica medieval. Suas colunas são fortes, quase esmagadoras. Mas, sorriem para quem sabe olhá-las. Por quê?

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terça-feira, 15 de julho de 2008

Quando reis, cardeais e Papas disputavam em piedade. A origem do "Vinde Espírito Santo"

Roberto II o Piedoso, Grandes Chroniques de France, século XV, ©BNF
Na Idade Média houve de tudo. Mas com uma diferência essencial com as outras épocas. Houve chefes de Estado - monárquicos, aristocráticos ou democráticos - que disputavam em virtude até com cardeais e Papas. O caso do hino "Vinde, Espírito Santo" serve de exemplo.

Ouça-o e veja os que disputam a autoria.

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segunda-feira, 14 de julho de 2008

São Bernardo: "eu vou executar esse criminoso com minhas próprias mãos!"

São Bernardo de Claraval aos pés de Nossa Senhora. Heiligkreutztal, Andreas PraefckeO famosíssimo São Bernardo de Claraval cruzou com um cortejo que levava um bandido ao patíbulo. Vendo o Santo os presentes acharam que ele pediria clemência.

São Bernardo voltou-se para os verdugos e disse para surpresa de todos:
— Entregai-me este criminoso, e executá-lo-ei com as minhas próprias mãos.

Imagine no que é que acabou a história, e confira o inesperado resultado clicando aqui.

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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Nobres e vassalos num relacionamento de pai para filho

Homenagem dos ganteses a Luis de MaleApós a queda do Império Romano, os bárbaros e os maometanos invadiram sucessivamente a Europa. Eles matavam os trabalhadores manuais ou os reduziam a escravos.

Então, os camponeses pediam aos patrões para recebê-los na casa deles. E os patrões de pena deles e achando que era justo protegê-los, pois eram católicos, começaram a construir em torno de suas casas recintos muito grandes com muralhas de pedra.

Em cima das muralhas, instalaram um passadiço por onde os guerreiros podiam ver de longe. Se viam chegar os invasores, eles batiam um sino e todos os homens vinham guarnecer a parte alta da muralha.

De cima, eles atiravam flechas ou esperavam que os atacantes subissem em escadas. Quando a escada estava cheia de atacantes, eles pegavam a ponta da escada apoiada na muralha e jogavam no chão. Eles jogavam também água fervendo.

muralhas de CarcassonneOs patrões, aos poucos, construíram torres e portas fortificadas. A porta era especialmente preparada com toras de madeira ligadas por placas de metal. No teto da porta eles punham frestas e em cima tachos com fogueiras que eles acendiam óleo ardente.

Quando os invasores entravam, dessas frestas caía óleo em ebulição, e com isso eles continham a invasão.

Eles fizeram também grades que desciam por máquinas. Limar as grades com óleo caindo o tempo inteiro junto era impraticável. Em última análise a casa do senhor ficava fortificada.
A casa do patrão deixou de ser exclusivamente dele para ser um enorme braço paterno segurando em torno de si toda a população local.

Para construir tudo isso era preciso ter cabeça. Os patrões naturalmente tinham, os empregados não tinham. Quem dirigia a defesa era o patrão. Depois, o patrão era homem de combate, porque em época de paz quem matava as feras que haviam no mato para os camponeses trabalharem livremente eram os patrões.

Em época de paz, os patrões viviam em luta contra javalis e animais selvagens de toda ordem das florestas profundas da Europa. Os empregados não eram homens de guerra, eles eram homens de trabalho. Os patrões no tempo de guerra comandavam porque sabiam como dirigir uma guerra e eles não sabiam. Então as relações entre patrões e empregados acabaram sendo relações de pais e filhos inteiramente.

Capela do castelo de Lourdes, Idade MediaNo centro dos castelos havia a jóia e o tesouro: a capela. Um padre, ou, às vezes, dois ou três, celebravam missa todos os dias e davam comunhão. Durante o ataque, os capelães não podiam combater, porque era missão deles não usar as armas, mas eles estavam junto aos defensores incitando: "Coragem, Deus o quer!"

Mostravam um crucifixo e iam para frente. "Vamos salvar a cruz"! Os homens do povo iam todos. O senhor feudal ia à frente, com espada, couraça, elmo, montando a cavalo.

Ele era o chefe e o pai daquele povo.

Como é que isso nasceu? Alguém fez um bonito plano? Não!

Foi espontaneamente, as circunstâncias obrigaram a que isso fosse assim. Assim nasceu na era medieval a maior parte dos castelos da Europa.

Castelo de HirschhornCastelos com altas torres e muralhas, lindas portas. No centro do castelo a torre de menagem, mais alta do que todas, e de onde eles podiam soltar pombos correio para avisar aos aliados: "Nós estamos sitiados venha nos ajudar."

Dessa torre partiam subterrâneos para lugares onde os donos e os empregados podiam fugir, caso estivessem perdendo a batalha em cima, porque os subterrâneos percorriam uma zona grande e iam abrir lá longe onde o adversário nem imaginava que abrisse. Essa defesa os empregados deviam aos patrões.

Isso criou uma mudança radical nas relações dos patrões com os empregados.
Antes das invasões havia apenas o patrão e o empregado.

Depois, o empregado ficou dependendo da direção do patrão para fazer uma guerra de defesa eficaz. E o patrão ficou chefe militar, não apenas o chefe econômico. Era portanto, muito mais admirado e respeitado do que um simples chefe civil.

Ele passou a ser uma espécie de reizinho do lugar: o senhor feudal do lugar.

Roupas e costumes da Normandia medievalÉ natural que o senhor feudal do lugar se traje melhor, tome uma melhor educação, coma melhor, enfim, se esplendorize e enriqueça.

Por essa razão eles passaram a ser os chefes respeitados, os nobres. Enquanto o operário, o camponês e o trabalhador manual ficaram plebeus. Não tinham os sinais externos esplendorosos, mas tampouco tinham as obrigações complicadas e dolorosas dos nobres. A diferença entre as duas classes se fez normalmente.

O nobre foi produto de uma germinação local e que deu na linda nobreza européia.

No Brasil, coisa análoga se deu nos tempos da evangelização e conquista do país para a civilização em torno das primeiras fazendas e engenhos.

Plinio Correa de Oliveira, sem revisão do autor.

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