domingo, 26 de junho de 2011

Deveres da classe nobre no feudalismo e participação no poder real


A classe nobre formou-se como uma participação subordinada no poder real.

Estava a cargo dela o bem comum de ordem privada, que era a conservação e o incremento da agricultura e da pecuária, das quais viviam tanto nobres quanto plebeus.

E também estava a cargo dela o bem comum de ordem pública – decorrente da representação do rei na zona – mais elevado, de natureza mais universal, e por isso intrinsecamente nobre.

Por fim, tinha a nobreza alguma participação no exercício do próprio poder central do monarca, pois os nobres de categoria mais elevada eram, em mais de um caso, conselheiros normais dos reis.


E nobres eram, na maior parte, os ministros de Estado, os embaixadores e os generais, cargos indispensáveis para o exercício do governo supremo do País.

Ou seja, o nexo entre as altas funções públicas e a condição nobiliárquica era tal que, mesmo quando ao bem comum convinha que pessoas da plebe fossem elevadas a essas funções, geralmente acabavam por receber do rei títulos nobiliárquicos que as alçavam, e muitas vezes também aos seus descendentes, à condição de nobres.

O proprietário, colocado pela força das circunstâncias em missão mais elevada do que a da mera produção fundiária, isto é, a de certa tutela da salus publica na guerra como na paz, assim se achava investido de poderes normalmente governamentais, de extensão local.

Desse modo, ascendia ele ipso facto a uma condição mais alta, na qual lhe cabia ser como que uma miniatura do rei.

A sua missão era, pois, intrinsecamente participativa da nobreza da própria missão régia.

A figura do proprietário-senhor nobre nascia assim da espontânea realidade dos factos.

Essa missão, a um tempo privada e nobre, comportou uma ampliação paulatina quando as circunstâncias – mais desafogadas de apreensões e perigos externos – iam permitindo à Europa cristã conhecer mais longos períodos de paz. E por muito tempo não cessou de ampliar-se.




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2 comentários:

Anônimo disse...

Que isso gente! esse blog e o blog Cruzadas é uma vergonha para a humanidade. Dizer que a filosofia do evangelho governava os estados... a filosofia da igreja governava os estados, não a do evagelho. É triste ver que a verdade histórica ainda é maquiada até hoje!!!!

Francisco Guilherme disse...

Bem, senhor(a) Anônimo(a) acima, todas essas afirmações históricas são baseadas em pesquisas e descobertas feitas por historiadores modernos que, não por acaso, põe em cheque esses estereótipos iluministas que a gente é acostumada(e obrigada) a ouvir na escola, como determina a esquerda reinante do nosso país. Cabe a cada um de nós decidir se vamos nos deixar levar pelo papo dos iluministas, que, por sinal, era um grupo de intelectuais explicitamente anticlericais, ou se vamos acreditar em descobertas recentes de historiadores que, ao contrário dos iluministas, ainda estão vivos(na sua maioria) e trabalhando incessantemente em busca de novas descobertas!
PS.: Uma dica: mude seus conceitos e experimente de outras fontes. Eu, particularmente, fiz isso e recomendo a você. ;)

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