domingo, 18 de novembro de 2012

Catedrais: resumo simbólico da ordem do universo onde o medieval lia como num livro

Notre Dame
Notre Dame

A Igreja inspirou as grandes catedrais. Na foto, vemos a abside de Catedral de Notre-Dame. É uma verdadeira jóia!

A gente não sabe por onde esta catedral é mais bela!

A gente poderia dizer dela, utilizando uma palavra da Escritura, que ela é o edifício de uma beleza perfeita, alegria do mundo inteiro!

Se isto não é bonito, não há beleza na terra!

E o vitral da catedral, também.

Uma renda de pedra, uma sinfonia de cores, inspirada pelo clero.

Nos vitrais se representavam os fatos fundamentais da História Sagrada, do Antigo e do Novo Testamento, a Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e a vida dos santos.

Na grande rosácea da fachada é representado o Apocalipse.

Jesus Cristo está no centro, na sua segunda vinda como Juiz triunfante, e em volta d’Ele estão os justos e os símbolos de que fala o livro que encerra a Bíblia.


As crianças aprendiam o catecismo com as esculturas na pedra e os vitrais.
Catedral de Rouen
Catedral de Rouen, França

Os catequistas ensinavam a eles o significado de cada detalhe e o modo de lê-los.

Dessa maneira, os fiéis tinham sempre diante dos olhos os ensinamentos fundamentais da Fé e da História Sagrada, representados com imagens interessantes e bonitas.

O povo medieval, inclusive os que não sabiam ler, podia ensinar a qualquer um o ensinamento contido nessas obras de arte.

Hoje, muito turistas, e não poucas vezes graduados em Universidades, podem passar até admirativos ao pé dessas maravilhas, mas sem saber interpretar nada.

Quem era afinal mais culto: aqueles medievais ou os atuais diplomados?

Além de serem familiares com todas essas imagens e situações, os simples populares aprendiam um mundo de regras estéticas contidas nelas.

Esse era um poderoso estímulo para que desabrochassem as vocações de artesãos e artistas que, aliás, fizeram da França, e da Europa em geral, o berço da cultura ocidental.
Catedral de Siena, Itália
Catedral de Siena, Itália
Os vitrais equivaliam a slides permanentes no período da Idade Média, e a vida artística inspiradora partia dos estudos do clero que os tinha concebido.

A Sainte Chapelle é uma capela construída por ordem de São Luís para abrigar a Coroa de Espinhos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

É, a bem dizer, uma caixa de cristal, quase não tem pedras.

Os senhores estão vendo que é o necessário para suportar as janelas e o teto. É inspiração medieval.

Os turistas do mundo inteiro vão visitar isso, hoje, em nosso século XX.

A variedade das formas e das combinações até hoje surpreende.

Catedral de Salisbury, Inglaterra
Catedral de Salisbury, Inglaterra
Por exemplo, na Inglaterra, a catedral de Salisbury resplandece pela sua nobreza, sua esbelteza, a beleza de suas linhas! Mas a inspiração veio do clero.

Outro exemplo é a escada da catedral de Burgos.

É uma das escadas mais bonitas do mundo, feita no fim da Idade Média, já na transição para os tempos modernos.

Justificaria um post exclusivamente para descrever a majestade, a grandeza e a harmonia dessa magnifica escada. Também foi fruto da inspiração do clero.

Toda essa maravilha foi gestada em longas horas, anos e décadas de estudo do clero.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 22.04.73. Sem revisão do autor.)





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Um comentário:

Anônimo disse...

Exatamente. Como não havia ainda inventado a imprensa, as catedrais com suas artes sacras eram como livros fulgurantes para a instrução e a fé dos fiéis. Com o advento da barafunda protestante, a decadência espiritual se acentuou até vermos garagens de automóveis e galpões serem feitas de igrejas.
Idade Média. Tempos de Luz.
Idade Moderna. Tempos de trevas.

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