domingo, 26 de agosto de 2012

Assim falava um chefe de Estado medieval: discurso de Carlos Magno

Carlos Magno medalhão comemorativo
Carlos Magno medalhão comemorativo
Sermão de Carlos Magno, pronunciado na grande assembléia de Aix-la-Chapelle, no mês de março de 802.

Sermão do Senhor Carlos, Imperador:

“Ouvi, bem amados irmãos! Fomos enviados aqui para vossa salvação, a fim de vos exortar a seguir exatamente a Lei de Deus e para vos converter na justiça e na misericórdia à obediência das leis desse mundo.

“Exorto-vos primeiramente a crer em um só Deus, Todo Poderoso, Padre, Filho e Espírito Santo; Deus único e verdadeiro, Trindade perfeita, Unidade verdadeira, Criador das coisas visíveis e invisíveis, em quem está nossa salvação, e que é o Autor de todos os bens.

“Crede no Filho de Deus feito homem para a salvação do mundo, nascido da Virgem Maria por obra do Espírito Santo. Crede que por nós sofreu a morte; que, ao terceiro dia, ressuscitou dentre os mortos; que subiu ao Céu, onde está sentado à destra de Deus.

domingo, 19 de agosto de 2012

Como os homens puderam esquecer o gótico durante séculos?

Catedral de Siena, Itália
Catedral de Siena, Itália
Diante da beleza, da sacralidade e da superioridade por exemplo, da catedral de Orvieto, pode-se perguntar como foi possível que as almas que geraram um estilo tão sublime foram ficando insensíveis a ele, e durante séculos deixaram de construir edifícios desse gênero.

Mais ainda: construíram incontáveis igrejas, mosteiros, abadias, edifícios públicos, residências particulares em estilo clássico, com o surradíssimo arco em semicírculo ou com a surradíssima linha reta dos pórticos clássicos.

Mas jamais, jamais, jamais o gótico. Ele ficou posto de lado durante séculos.

Por exemplo, o pintor Rafael representou anjos revelando incontestável talento, mas também uma falta de discernimento, de bom gosto em vários aspectos, de chocar.

Por que esse homem fez tantas representações angélicas que parecem ignorar completamente os anjos de Fra Angélico?

domingo, 12 de agosto de 2012

O “homem Sainte-Chapelle”: Jesus Cristo, modelo perfeito

Antes da Revolução e da confusão atual, havia na Igreja uma coisa curiosa.

Contemplando uma igreja, viam-se primeiro as várias partes, das quais depois se desprendia uma impressão de conjunto.

Por exemplo, na Sainte-Chapelle veem-se em primeiro lugar as várias formas, vitrais, colunas, imagens, cores, paredes etc.

Porém, em certo momento desprende-se de tudo uma impressão única que produz uma ressonância na nossa alma e nos faz exclamar: igreja é isso!

O mais íntimo de nossa alma encontra nela sua realização: uma antecâmara do Céu para a qual fomos feitos, para a qual nascemos e a qual queremos.

A alma do católico que quer ser inteiramente fiel procura instintivamente um homem que represente o espírito da Igreja para entrar em consonância com ele.

domingo, 5 de agosto de 2012

Como eram os medievais: sensíveis para a sublimidade. Um exemplo

Francês medieval: modelo de generosidade e desprendimento cavalheiresco
Francês medieval: modelo de generosidade e desprendimento cavalheiresco
A França do tempo das Cruzadas passava por ser a nação franca por excelência. Mas a nação franca no melhor sentido da palavra, quer dizer, generosa, desprendida, larga, cavalheiresca.

Veneza nunca foi tida como nação franca. Era uma nação mercadora.

Na Idade Média se considerava os mercadores com a sobrancelha carregada e cheio de desconfiança.

Veneza justificou muito largamente esta desconfiança!

Era uma cidade brilhante, bonita, meio impudica e pecadora e que tantas vezes traíra e iria trair o Ocidente com os seus contratos com o Oriente.