domingo, 2 de junho de 2013

Monges inventores de tecnologias logo comunicadas a todos


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Os monges cistercienses ficaram famosos pela sua sofisticação tecnológica.

Uma grande rede de comunicações ligava os mosteiros, e entre eles as informações circulavam rapidamente.

Isso explica que equipamentos similares aparecessem simultaneamente em abadias, por vezes a milhares de milhas umas das outras.

No século XII o mosteiro de Clairvaux, na França, copiou 742 vezes um relatório sobre o aproveitamento da energia hidráulica, para que chegasse a todas as casas cistercienses do Velho Continente.


Relógio na Praça do Mercado de Praga
Eis uma significativa carta da época:

"Entrando na abadia sob o muro de clausura, que como um porteiro a deixa passar, a correnteza se joga impetuosamente no moinho, onde um jogo de movimentos a multiplica antes de moer o trigo sob o peso de moendas de pedra; depois o sacode para separar a farinha do joio. Assim que chega no próximo prédio, a água que enche as bacias se rende às chamas, que a esquentam para preparar cerveja para os monges".  

O relato continua expondo a lavagem mecânica da lã, a tintura dos panos e o tingimento dos couros (p. 34-35).

Todos os mosteiros dos cistercienses tinham uma fábrica modelo, com freqüência tão grande quanto a igreja. Eles foram os líderes da produção de aço na Champagne.

Usavam resíduos dos fornos como fertilizantes, pela concentração de fosfatos.

Jean Gimpel alude a uma autêntica revolução industrial na Idade Média, pois esta "introduziu a maquinaria na Europa numa medida que nenhuma civilização previamente conheceu" (p. 35).

E Thomas Woods completa: "Esses mosteiros foram as unidades econômicas mais produtivas que jamais existiram na Europa, e talvez no mundo, até aquela época" (p. 33).


A finalidade dos monges era imprimir no mundo a imagem do sublime Criador.

Por isso, viam como uma vitória que outros implementassem logo as invenções que expandiam o Reino de Deus na Terra.

Stark cita a admiração dos viajantes vendo os quase dois mil moinhos que realizavam toda espécie de tarefas nas margens do Sena, nas proximidades de Paris.



AS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

Um comentário:

isabelly disse...

esse sit é legal acerto tudo nos trabalhos, e agradeço a todos vcs por isso.

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