domingo, 18 de agosto de 2013

Achado dos restos do rei Ricardo III suscita interesse mundial

Ricardo III, último rei inglês da dinastia Plantageneta
Ricardo III, último rei inglês da dinastia Plantageneta
Em 1458, há quase seis séculos, Ricardo III, último rei da Inglaterra, pertencente à dinastia Plantageneta, morreu na batalha de Bosworth Field, que encerrou a Guerra das Duas Rosas.

Tratou-se de uma guerra civil entre as casas de York – i. é., a dinastia Plantageneta, de quem Ricardo III foi o último herdeiro – e a de Lencastre – i. é., da dinastia de Tudor, que levou a melhor.

Seu adversário Henrique VII foi coroado e iniciou a dinastia real dos Tudor.

Shakespeare põe na boca do rei derrotado, como tendo sido suas últimas palavras, a famosa expressão: “A horse! My kingdom for a horse!” – “Um cavalo! Meu reino por um cavalo”.

Ricardo III foi sepultado no convento franciscano de Leicester.

Porém, após Henrique VIII ter confiscado e depredado os mosteiros católicos e fundado a cismática Igreja de Inglaterra, o convento caiu em ruínas.

Perdeu-se então a lembrança do local onde jaziam os restos mortais do último rei Plantageneta.


Vista geral das excavações. O túmulo de Ricardo III é indicado pelo número 1
Vista geral das excavações. O túmulo de Ricardo III é indicado pelo número 1
Em fevereiro de 2012, responsáveis de escavações para construir um estacionamento em Leicester (centro da Inglaterra), anunciaram ter encontrado os fundamentos do antigo convento franciscano e o túmulo de Ricardo III.

Ossos quebrados e uma espada indicavam tratar-se de um cavaleiro importante morto em combate.

Exames de DNA permitiram confirmar que eram verdadeiramente os restos do rei. A Universidade de Leicester ratificou a autenticidade da descoberta.

Agora os restos do rei repousarão num mausoléu na catedral da cidade. Ele será construído com um custo total de £ 1 milhão (R$ 3,39 milhões).

Os planos para o funeral incluem um novo piso na catedral e um vitral, além de iluminação especial.

O enterro do último Plantageneta será o ponto alto de uma semana de eventos que comemorará a descoberta dos restos mortais de Ricardo III.

Ricardo III e a rainha Ana, vitral no castelo de Cardiff
Ricardo III e a rainha Ana, vitral no castelo de Cardiff
O fato foi largamente noticiado pela Internet e pela imprensa internacional, inclusive no Brasil.

Uma pergunta salta ao espírito. Por que a descoberta e o posterior re-enterro de um rei medieval suscita tanto interesse numa época – o III milênio – que sob numerosos pontos de vista se posiciona nas antípodas da ordem medieval?

O fato é que tudo quanto diz respeito à Idade Média – tempo profundamente católico, hierárquico e sacral – chega até nós carregado de refrigérios e de luminosos imponderáveis de sacralidade, de ordem e de paz.

O achado dos restos de um rei sem túmulo comove e suscita a veneração e o respeito, levando a lhe consagrar um mausoléu digno de um monarca que, embora contraditado, marcou o fim da era medieval.




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Um comentário:

Francisco Guilherme disse...

É. De fato esse papo de:"estamos no século XXI","somos modernos" é papo para boi dormir! Todos temos a era medieval dentro de nós, assim como temos o próprio Deus!

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