domingo, 28 de abril de 2013

São Silvestre I: tirou a Igreja da miséria das catacumbas e a fez merecidamente pomposa e soberana

São Silvestre I, (280-335 d.C.)
São Silvestre I, (280-335 d.C.)

continuação do post anterior

O princípio da constantinização é duplo:

Primeiro, de ordem política. Esse princípio parte do reconhecimento de que a Igreja Católica é a única verdadeira. E é fácil de perceber que Ela é a única Igreja verdadeira; todo homem que pode conhecer a Igreja e não adere, é culpado.

E a Igreja deve do Estado, a proteção e o apoio, o respeito e as honras que se tributam ao que é divino.

A Igreja é uma entidade mais nobre e poderosa do que o Estado na ordem profunda das coisas, porque Ela é divina.

Daí então a famosa comparação de São Gregório VII: a Igreja é como o sol, e o Estado é como a lua.

A lua recebe a sua luz do sol e o Estado recebia todo o seu lume da Igreja.

Segundo, as coisas esplêndidas e magníficas da terra foram feitas sobretudo para o culto de Deus, e não sobretudo para o uso do homem.

domingo, 21 de abril de 2013

São Silvestre I, o primeiro Papa-rei de Roma

Sob São Silvestre I a Igreja saiu do opróbio persecutório  do tempo das catacumbas. Catedral Notre Dame de Paris
Sob São Silvestre I a Igreja saiu do opróbio persecutório
do tempo das catacumbas. Catedral Notre Dame de Paris

Dom Prosper Guéranger OSB (1805-1875), refundador da Abadia de Solesmes, escreveu em sua célebre obra L’Année Liturgique um grande elogio de São Silvestre I Papa (280-335), na qual, entre outras coisas, ele diz:

“Era justo, então, que a Santa Igreja, para reunir nessa oitava triunfante todas as glórias do céu e da terra, inscrevesse nesses dias, o nome de um santo confessor que representasse todos os confessores.

“Este é São Silvestre, esposo da Santa Igreja Romana e, por ela, da Igreja Universal.

“Um pontífice de reinado longo e pacífico, um servidor de Cristo ornado de todas as virtudes, e dado ao mundo após esses combates furiosos que tinham durado três séculos, nos quais triunfaram pelo martírio milhares de cristãos sob a direção de numerosos papas, mártires predecessores de Silvestre.

“Silvestre anuncia também a paz que Cristo veio trazer ao mundo e que os anjos cantaram em Belém.

domingo, 14 de abril de 2013

Carlos Magno a São Leão III: o imperador protetor da Fé a serviço do Papado


Carlos, em sua primeira carta ao Papa São Leão III (eleito em 795), falou de seu próprio cargo de protetor da Fé católica nos seguintes termos, capazes de chamar muito a atenção do Sumo Pontífice.

“Conforme ao que pactuei com Vosso Predecessor, quero conservar conVosco uma aliança inquebrantável de amor e lealdade no teor seguinte: da Vossa parte me acompanhará em tudo a Bênção apostólica; e de minha parte estará protegida sempre a Santa Sé”.
À maneira de Clóvis e Pepino, Carlos propunha ao sucessor de São Pedro um verdadeiro pacto bilateral, segundo o qual o Papa ficava incumbido de procurar para Carlos a bênção do Céu, que – como já sabemos – significava para o franco não só a bem-aventurança eterna, mas a conquista de todos os povos bárbaros para convertê-los e a obtenção “das coisas boas deste mundo”; e em troca de tudo isso Carlos Magno defenderia o Papa contra hereges, pagãos, bizantinos e todos os inimigos temporais.

domingo, 7 de abril de 2013

Santo Tomás de Aquino entrega sua alma a Deus com um ato de fidelidade e submissão à Santa Igreja

São Tomás de Aquino esmaga os heréticos, Benozzo Gozzoli
Santo Tomás de Aquino esmaga os heréticos, Benozzo Gozzoli
O santo faleceu a 7 de março 1274 no convento cisterciense de Fossanova, Itália, onde parou para se recuperar de um acidente sofrido durante viagem para o Concílio de Lyon.

No livro intitulado “S. Tommaso d’Aquino”, lemos os seguintes dados relativos aos últimos momentos do Doutor Angélico.

“Devido à fraqueza que o dominava, não podia mais acompanhar a comunidade nos ofícios religiosos na capela. Pediu ardentemente para receber o Viático e a comunhão”.

“O Santo Viático foi-lhe ministrado solenemente a 4 ou 5 de março. O próprio abade levou a comunhão ao quarto do enfermo. Ao redor, estavam, de joelhos, os religiosos do mosteiro e um bom número de frades menores (franciscanos), os quais, na maioria, pertenciam ao séqüito do bispo Francisco de Terrafina, também presente nessa circunstância. E, finalmente, muitos frades pregadores (dominicanos), que, à notícia da doença do mestre Tomás, acorreram dos conventos vizinhos de Agnani e Gaeta.

“Reunindo todas as forças, Frei Tomás, levantou-se do leito e, prostrado por terra, ficou longo tempo na adoração de Nosso Senhor. Derramando muitas lágrimas, pronunciou belas palavras, entre as quais a sua profissão de fé, aquelas célebres expressões atestadas por Bartolomeu de Capua, pelos monges de Fossanova, registradas na Bula de Canonização: ‘Recebo a Vós, preço da redenção de minha alma, por cujo amor vigiei, estudei e trabalhei. Desse Santíssimo Corpo de Jesus Cristo e dos outros sacramentos muito ensinei e escrevi, na fé em Jesus Cristo e na Santa Igreja Romana, a cujo juízo tudo ofereço e submeto’”.