domingo, 26 de maio de 2013

Notre Dame restaura sinos destruídos pela Revolução Francesa – 2

Bourdon Maria é o maior do novo conjunto
continuação do post anterior

Símbolos gravados em cada sino

Os novos sinos são:

O bourdon “Marie” (6.023 kg; 206,5 cm de diâmetro), dedicado a Nossa Senhora, protetora especial da catedral. Ele é reprodução de idêntico bourdon que tocou de 1378 a 1792, ano do infame saque republicano. Nele estão gravados a “Ave Maria” e um medalhão de Nossa Senhora com o Menino Jesus rodeado de estrelas; tem friso representando a Adoração dos Reis Magos e as bodas de Caná, e por fim uma Cruz de Glória com a inscrição “Via viatores quaerit” (“Eu sou a Via em busca de viajantes”).

O sino “Gabriel” (4.162 kg e 182,8 cm de diâmetro) é dedicado ao arcanjo São Gabriel que anunciou a Nossa Senhora a encarnação do Verbo.

Neste sino está inscrita a primeira frase do Angelus “O anjo do Senhor anunciou a Maria” —, além de 40 faixas que simbolizam os 40 dias que Jesus passou no deserto e os 40 anos de travessia dos judeus pelo deserto do Sinai; na coroa do sino há flores de lis e, rodeados de estrelas, Nossa Senhora e o Menino Jesus. No corpo do sino há também uma Cruz de Glória com a inscrição “Via viatores quaerit” e um perfil da catedral no coração de Paris.

domingo, 19 de maio de 2013

Notre Dame restaura sinos destruídos pela Revolução Francesa – 1

No dia da bênção dos novos sinos
No dia da bênção dos novos sinos

Uma multidão estimada em 30 mil pessoas pela polícia (que habitualmente minimaliza as manifestações católicas) lotou no Domingo de Páscoa a praça da catedral de Notre Dame e as ruas vizinhas, para ouvir a primeira reboada oficial dos novos sinos.

Nessa mesma data, 850 anos atrás, na presença do Papa Alexandre III, o bispo D. Maurício de Sully colocava a primeira pedra para a construção daquela grandiosa catedral dedicada a Nossa Senhora.

Os sinos originais foram destruídos barbaramente pela Revolução Francesa em 1792, com exceção de um, batizado com o nome “Emanuel”.

No século XIX, Napoleão III mandou preencher com sinos de menor qualidade e carentes de afinação o vazio, a ponto de os especialistas dizerem que se tratava do pior conjunto de sinos da Europa.

domingo, 12 de maio de 2013

Dignidade pessoal nas classes sociais medievais: clero, nobreza e povo

As três classes sociais: clero, nobreza e povo  Religioso, nobre e plebeu
As três classes sociais: clero, nobreza e povo
Religioso, nobre e plebeu
Havia na Idade Média uma forma de distinção própria a cada classe social.

Ela era condicionada à função de cada qual na sociedade.

Havia uma distinção eclesiástica, uma distinção aristocrática e uma burguesa.

É necessário não confundir a distinção, segundo a concepção medieval, com a dos tempos modernos.

No Ancien Régime, por exemplo, a distinção eclesiástica era ter o cabelo empoado, usar lencinho, e uma série de atitudes congêneres que davam idéia de um homem adamado, freqüentando a sociedade mundana.

Hoje, o bispo avançado procura parecer com qualquer um, um sindicalista ou um invasor de terras do tipo emessetista.

domingo, 5 de maio de 2013

Nobreza: segunda classe da epoca medieval

A nobreza era a classe militar
A nobreza era a classe militar
Na época medieval, a nobreza era a classe militar, obrigada a lutar em tempo de guerra.

Formava por isso a segunda classe social. A primeira, obviamente, era o clero.

O senhor feudal devia garantir a segurança do território

Os plebeus não eram obrigados a combater na época de guerra, a não ser que o contrato com o senhor o exigisse.

E ainda assim, apenas dentro de certos limites de tempo e espaço.

Desta maneira, não lutavam durante o tempo das colheitas, nem deviam deslocar-se além de uma certa distância do lugar onde moravam.

Porém podiam engajar-se como mercenários, ganhando dinheiro com a guerra e enriquecendo com os saques.

O nobre era obrigado a combater, tendo a pagar o imposto do sangue, muito penoso naquela época.

As condições existentes para o tratamento adequado dos traumatismos e mutilações recebidos em combate eram muito precárias no início da Idade Média.

E só foram melhorando nos últimos séculos medievais por obra do clero que criou os hospitais e desenvolveu a medicina.