domingo, 17 de novembro de 2013

Monges trapistas fazem a melhor cerveja do mundo

30 garrafas de Westvleteren XII com seus copos
e a caixa (no fundo) para presente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A cerveja Westvleteren XII, produzida na Abadia de São Sixto de Westvleteren (Bélgica), há anos vem sendo eleita a melhor do mundo por milhares de especialistas.

Em conseqüência, os pedidos dessa bebida se multiplicaram, a cerveja se esgotou e muitos clientes exigiram aumento de produção.

A abadia, contudo, não pretende faze-lo. “Para nós, a vida na abadia vem primeiro, não a cervejaria” — explicou o monge Mark Bode ao jornal "De Morgen".

Na abadia, cerca de 30 monges trapistas levam uma vida de reclusão, orações e trabalho manual.

Neste ano (2013) a cerveja Westvleteren XII voltou a ser apontada como “a melhor cerveja do mundo” (“Best Beer in the World”). Confira no site Ratebeer.

A imprensa especializada se pergunta como isso pode ser possível, superando em qualidade os maiores holdings e empresas de cerveja do mundo.

Muitos pequenos fabricantes tentam imitar seus procedimentos.

domingo, 10 de novembro de 2013

A luz fugidia dos vitrais falando de Deus como nenhuma outra coisa consegue

Luz de um vitral batendo na pedra do chão
A luz da graça que desceu no começo da construção da Cristandade foi se definindo à medida em que ia tomando conta a Civilização Cristã nascente.

E os artistas e o povo iam se enchendo cada vez mais dessa luz.

Por isso se podia dizer de muito católico medieval aquilo que por excelência se diz dos santos: “Ele é luz”.

Poderia se dizer: “A luz se chama fulano”.

domingo, 3 de novembro de 2013

A galáxia das catedrais que poderiam ter existido – uma pálida amostra da beleza de Deus

Catedral de York, Inglaterra
Catedral de York, Inglaterra
Contemplando maravilhada e desinteressadamente uma catedral gótica, do fundo de nossas almas sobe uma coisa que é luz, superluz.

Mas, ao mesmo tempo, é penumbra ou obscuridade sem ser treva.

É a ideia de todas as catedrais góticas do mundo – as que foram construídas e as que não foram – dando uma ideia de conjunto de Deus que, entretanto, ainda é infinitamente mais do que esse cojunto.

Essa contemplação nos leva para o espírito que inspirou todas essas catedrais.

E aí, realmente, nós vivemos mais no Céu do que na Terra.

Aí o nosso desejo de uma outra vida, de conhecer um Outro – tão interno em mim, que é mais eu do que eu mesmo sou eu, mas tão superior a mim que eu não sou nem sequer um grão de poeira em comparação com Ele –, esse desejo se realiza.

A alma diz: “Ah, eu compreendo, o Céu deve ser assim!”

Por que o Céu?

Porque o homem sabe perfeitamente que um caco de vidro é um caco de vidro. Ele sabe que o sol não é senão o sol.

E que tudo o que existe seria uma ilusão se não fosse a expressão de um Ser infinitamente maior que se oculta aos nossos sentidos, mas que se mostra através desses símbolos.