domingo, 25 de maio de 2014

A família: a chave para compreender a sociedade medieval – 2

Conceito medieval da família: árvore genealógica
Conceito medieval da família: árvore genealógica

continuação do post anterior: A família: a chave para compreender a sociedade medieval – 1 

Ao se abordar a Idade Média, uma mudança de método impõe-se: a história da unidade francesa é a da linhagem capetiana; a conquista da Sicília é a história dos descendentes de uma família normanda, demasiado numerosa para o seu patrimônio.

Para compreender bem a Idade Média, é preciso vê-la na sua continuidade, no seu conjunto. Talvez por isso ela é muito menos conhecida e muito mais difícil de estudar do que o período antigo, porque é necessário apreendê-la na sua complexidade, segui-la na continuidade do tempo, através dessas cortes que são a sua trama.

E é preciso fazê-lo não apenas em relação às que deixaram um nome pelo brilho dos seus feitos ou pela importância do seu domínio, mas também nas gentes mais humildes das cidades e dos campos, que é preciso conhecer na sua vida familiar se quisermos dar conta do que foi a sociedade medieval.

domingo, 18 de maio de 2014

A família: a chave para compreender a sociedade medieval – 1

Bitetto, Itália, grupo de familias na catedral, roupas do século XIV
Bitetto, Itália, grupo de familias na catedral, roupas do século XIV
É frequente na Europa, a população de certas cidades vestir roupas medievais, ou históricas, para rememorar fatos do passado, ou simplesmente reviver a alegria da era medieval. Fotos de encenações dessas na Itália, ilustram este post.

Para compreender bem a sociedade medieval, é necessário estudar a sua organização familiar.

Aí se encontra a “chave” da Idade Média, e também a sua originalidade.

domingo, 11 de maio de 2014

Carlos Magno segundo o pintor Albrecht Dürer

No famoso quadro do pintor alemão Albrecht Dürer (1471 – 1528), o artista imaginou em 1512 – portanto muitos séculos depois – a Carlos Magno entre a idade madura e a orla da velhice.

O seu bigode ainda é, em parte, castanho louro, mas uma parte é já branca e completamente alva.

O seu olhar é de um homem experimentado, que está prevenido para ver o adversário vir de qualquer lado e a qualquer momento.

Ele é seguro de si como um Himalaia. Todo seu olhar revela a contínua vigilância, mas todo o modo de ser, seu rosto, seu corpo, tudo o mais indica a contínua estabilidade, a contínua distância psíquica: “se for, veremos. Por enquanto estou tranquilo. E na hora do combate não deixarei de estar tranquilo, porque confio em Deus, meu Senhor”.

Uma coroa magnífica, feita de joias ainda não lapidadas – não se lapidavam as pedras nesse tempo – que se guarda, aliás, na Schatz Kammer, câmara do tesouro imperial, no palácio imperial de Viena hoje em dia.

domingo, 4 de maio de 2014

O mais admirável em Carlos Magno: sua altíssima sacralidade

Carlos Magno busto relicario.
Fundo: cúpula da catedral de Aachen

Leia o post anterior: A guerra santa em Carlos Magno e seus Pares

O mais admirável da magnífica obra de Carlos Magno foi a criação de um estado de espírito de altíssima sacralidade.

Esse espírito provinha de uma comunicação da graça que abençoava tudo quanto ele fazia.

Por isso sua imensa obra teve uma clave transcendente que está fora de comparação com outras coisas que ele ou outros fizeram.

Esta clave sobrenatural lhe dava uma visão das coisas temporais com uma altura que nem o gênio dá.

Da altura em que ele concebia o poder e a unção de Deus ele via todos os problemas, mesmo naturais do mundo.

Essa participação de Deus formou propriamente o caráter imperial do governo dele.