domingo, 19 de abril de 2015

O equilíbrio: ponto de partida da alegria
e da calma da Idade da Luz

Muralhas da cidade de Ávila, Espanha
Muralhas da cidade de Ávila, Espanha




Nas muralhas dos castelos, ou das catedrais, ou das cidades da Idade Média, algo fala de batalhas e lutas.

Mas, ao mesmo tempo, algo fala de equilíbrio, de harmonia e, portanto, de contentamento de alma.

As famosas muralhas de Ávila foram construídas para repelir as invasões mouras. Aquelas muralhas retas, com aquelas torres, falam de dias de tragédia.

Algum daqueles locais no alto a muralha pode ter sido o primeiro lugar de onde viram, na poeira da distância, a cavalaria de um exército árabe que chegava. Era a desventura de uma luta, de um assédio contra a cidade com os perigos que trazia consigo.


Podiam perder a cidade e serem reduzidos a escravos.

Podiam ser levados escravos, por exemplo, esposo e esposa.

Muralhas da cidade de Ávila, Espanha
Muralhas da cidade de Ávila, Espanha
A esposa vendida num mercado, o esposo noutro, perderem-se de vista completamente.

Os filhos mortos na presença deles, e sobretudo privados dos Sacramentos.

Numa civilização lasciva e imoral como a muçulmana as ocasiões de pecado eram inúmeras.

A pessoa corria o risco de morrer sem contrição e ir para o inferno. Portanto, na hora da batalha a boca do inferno se abria para aqueles heróis.

Mas, de outro lado, naquelas muralhas há equilíbrio de alma, a dignidade dos que enfrentavam tudo com Fe. E a tranqüilidade e a dignidade, numa bonita tarde, da alegria das pedras resplandecendo à luz do sol.

Coisas equilibradas!

Equilíbrio entre a esfera temporal e espiritual: bispos abençoam o rei
Equilíbrio entre a esfera temporal e espiritual: bispos abençoam o rei
O equilíbrio foi o ponto de partida da alegria da Idade Média.

Nela todas as disposições lícitas de alma se equilibravam umas com as outras e se davam a mão.

Então, a alma sentia aprumo, segurança, tranqüilidade, distância-psíquica para considerar as coisas mais belas e para subir até Nossa Senhora e até Deus.

I. é, para o ponto de partida de todas as grandes alegrias, de todos os heroísmos e de todas as santidades.

É este equilíbrio, portanto, o que mais do que tudo o católico deve procurar. Procuremos esse equilíbrio e teremos a alegria da Idade Média, da Santa Igreja Católica.


(Autor: Plinio Correa de Oliveira, 21/8/90, texto sem revisão do autor.)




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Um comentário:

Arlindo Cláudio disse...

Nossa!!!! Isto é estarrecedor...esposa vendida num mercado, o esposo noutro, perderem-se de vista completamente.
Os filhos mortos na presença deles, e sobretudo privados dos Sacramentos.
Numa civilização lasciva e imoral como a muçulmana as ocasiões de pecado eram inúmeras.
Gostaria de conhecer esta cidade é uma historia de um passado distante e sofredor.

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