domingo, 24 de julho de 2016

O rei da França e a "Maravilha"
do monte de São Miguel do Perigo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em 966, a pedido do duque da Normandia, os monges beneditinos instalaram-se no Monte São Miguel, e construíram outra igreja.

No século XI, nova e magnífica igreja abacial ergueu-se no cume do rochedo, sobre um conjunto de criptas: os medievais a viam como figura da Jerusalém celeste.

No século seguinte fizeram-se novas ampliações na abadia.

Em 1204, uma parte da abadia foi destruída por um incêndio.

No mesmo ano o rei Filipe Augusto, avô de São Luís, venceu definitivamente os normandos, anexando o ducado à Coroa de França.

Para manifestar sua gratidão por essa conquista, fez uma doação à Abadia de São Miguel, o que permitiu a construção do conjunto gótico hoje conhecido como “a Maravilha”, em lugar do que fora destruído no incêndio.



Ao longo da Guerra dos Cem Anos (séculos XIV e XV), várias construções militares deram à ilha um caráter de fortaleza indomável, tendo resistido a um cerco de mais de 30 anos feito pelos ingleses.



Transformada em prisão durante a Revolução Francesa e o império napoleônico, a abadia chegou ao final do século XIX em estado lamentável.

Em 1874, passou à tutela dos Monumentos Históricos, ou seja, do Estado francês.

Felizmente a influência artisticamente benéfica da escola de Viollet-le-Duc se fez sentir.

O campanário da abadia pôde ser coroado com a audaciosa agulha encimada pela estátua dourada do Arcanjo São Miguel vencendo o dragão infernal, obra de Emmanuel Frémiet, concluída em 1897.

Passados mais cem anos, a estátua do Arcanjo foi redourada, e é assim que a vemos hoje.

Considerado o Monte Saint-Michel como um monumento, sem dúvida algo se faz para conservar essa maravilha.

Atualmente estão em execução obras gigantescas, que têm por objetivo devolver à baía o antigo movimento das águas e areias, e assim impedir o assoreamento ocorrido nos últimos tempos.

Uma coisa, porém, falta aos homens de hoje: o espírito sobrenatural, que moveu os antepassados a erguer essa obra sobre-humana de força, beleza e fé.

Wilson Gabriel da Silva






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Um comentário:

Dennys Robson Girardi disse...

Olá,
Gostei muito do seu blog, também escrevo sobre Idade Média, conheça: dennysgirardi.blogspot.com, vou colocar um link lá para seu blog.

Abraço,

Dennys

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