domingo, 25 de setembro de 2016

Mont Saint-Michel: píncaro de força, beleza e fé


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Quem observe o mapa da França, notará em sua costa ocidental, banhada pelo Atlântico, duas pontas ou imensas penínsulas: a maior, toda recortada em ilhas e pequenas baías, a desafiar o imenso oceano; a menor, lembrando um chifre voltado para a Inglaterra, situada ao norte.

A primeira corresponde à Bretanha; e a segunda pertence à Normandia.

Uma baía separa as duas penínsulas, e um rio, o Couesnon, divide os dois grandes ducados históricos.

Pirâmide maravilhosa

No fundo dessa baía, circundada por imensos bancos de areia caprichosamente desvelados ou recobertos pelas águas ao sabor das marés, surge aos olhos do viajante –– “como uma coisa sublime, uma pirâmide maravilhosa”, no dizer de Victor Hugo –– a pequena ilha de rochedos encimada por gigantesca abadia, que se eleva em esplendorosa agulha a apontar para o céu.

A seus pés, uma graciosa aldeia e vigorosos bastiões de defesa militar. É o Monte São Miguel — “Le Mont Saint-Michel, merveille d’Occident”, como tão bem soa em francês.

Para o literato Émile Bauman, no monte e nos arredores todas as horas são de beleza: “O céu engrandece as areias e as areias parecem engrandecer o céu”.

Madame Sévigné escreveu à sua filha, na época de Luís XIV, lembrando como o via de sua janela (ela habitava na região): orgulhoso e altaneiro, cheio de beleza.

E o literato Guy de Maupassant olhava a abadia como um castelo fantástico, a erguer-se escarpada longe da terra, maravilhosa como um palácio de sonho, inverossimilmente estranha e bela.

Neste cenário fantástico, o monte impressiona ao emergir das brumas da manhã com sua silhueta imprecisa, ou como esplendoroso monumento em dias límpidos.

Num relance podem-se ali vislumbrar o píncaro transcendente da visão religiosa, o espírito da fortaleza militar e a doçura de viver da pacífica aldeia do “menu peuple de Dieu” — o povinho que ainda praticava os Mandamentos.


(Autor: Wilson Gabriel da Silva, CATOLICISMO, setembro 2009.



O Monte Saint-Michel, a abadia e suas dependências (slideshow)





O Mont Saint-Michel: visita aérea desde um drone






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2 comentários:

Edilene Araújo disse...

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate!

Maria das Graças disse...

Cenário impressionante pela beleza e mistério que encerram. A imagem do Arcanjo São Miguel, transmite a ideia da majestade Divina.

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