domingo, 31 de julho de 2016

As Cruzadas no cerne das raízes cristãs
Apologia da Cruzada I






O Professor Roberto de Mattei, professor catedrático de História Moderna na Universidade de Cassino, publicou uma luzidia “Apologia das Cruzadas” cujas partes essenciais reproduziremos nos próximos posts.

O Prof. de Mattei também leciona História do Cristianismo e da Igreja na Universidade Europeia de Roma, e é responsável da área das ciências jurídicas, socioeconômicas, humanísticas e dos bens culturais do Consiglio Nazionale della Ricerca, da Itália.

“As obras de arte que nasceram na Europa
nos séculos passados são incompreensíveis
sem levar em conta a alma religiosa que as inspirou”.
Foto: catedral de Winchester, Inglaterra.
“Adeus ao espírito de Cruzada na Igreja” é um refrão que se repete pelo menos há quarenta anos e que condensa a visão de um cristianismo que fez do diálogo ecumênico seu evangelho.

Esta visão é baseada em distorções históricas e numa deformação muito grave da doutrina da Igreja.

Quais são essas raízes cristãs que, de acordo com Bento XVI e seu predecessor João Paulo II, não só os católicos, mas até mesmo os laicos têm o direito e o dever de defender?

Os frutos dessas raízes estão sob nossos olhos: são as catedrais, monumentos, palácios, praças e ruas, mas também música, literatura, poesia, ciência, arte.

domingo, 24 de julho de 2016

O rei da França e a "Maravilha"
do monte de São Miguel do Perigo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em 966, a pedido do duque da Normandia, os monges beneditinos instalaram-se no Monte São Miguel, e construíram outra igreja.

No século XI, nova e magnífica igreja abacial ergueu-se no cume do rochedo, sobre um conjunto de criptas: os medievais a viam como figura da Jerusalém celeste.

No século seguinte fizeram-se novas ampliações na abadia.

Em 1204, uma parte da abadia foi destruída por um incêndio.

No mesmo ano o rei Filipe Augusto, avô de São Luís, venceu definitivamente os normandos, anexando o ducado à Coroa de França.

Para manifestar sua gratidão por essa conquista, fez uma doação à Abadia de São Miguel, o que permitiu a construção do conjunto gótico hoje conhecido como “a Maravilha”, em lugar do que fora destruído no incêndio.

domingo, 17 de julho de 2016

Na Idade Média, a Europa encheu-se de escritores, artistas, monumentos e invenções

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Quanto ao ensino primário, também estava largamente difundido na Idade Média.

Em muitas regiões da Europa, havia escolas primárias gratuitas, funcionando ao lado de cada igreja paroquial, de forma a ministrar a instrução elementar a todos os indivíduos de todas as classes sociais.

As escolas primárias, como as superiores, estavam, na Idade Média, sob a alta orientação do Clero e da Igreja, que mantinha a unidade de pensamento do mundo cristão e portanto sua unidade política e a unidade de sua cultura, por meio da autoridade espiritual que cabe à Igreja Católica.

Os últimos séculos da Idade Média se caracterizaram por um extraordinário florescimento das letras e das artes. Apareceram, então, artistas e intelectuais que podem ombrear com os maiores que a humanidade tenha conhecido em qualquer tempo.

Sem me referir novamente a São Tomás de Aquino, o maior filósofo de todos os tempos, nem a São Boaventura, Santo Anselmo, Alberto Magno Duns Scott e muitos outros, cujos nomes convém que retenham desde já, vamos ao terreno literário.

domingo, 10 de julho de 2016

A herança: transmissão da posse ditada só pela natureza

Parada histórica na Bélgica. A continuidade familiar razão de ser da transmissão natural dos bens sem intervenção da lei ou outro fator.
Parada histórica na Bélgica. A continuidade familiar
razão de ser da transmissão natural dos bens
sem intervenção da lei ou outro fator.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O que é notável no sistema medieval de transmissão de bens é que passam para um único herdeiro, sendo este designado pelo sangue.

“Não existe herdeiro por testamento”, diz-se em direito consuetudinário.  

Na transmissão do patrimônio de família, a vontade do testamenteiro não intervém.

Pela morte de um pai de família, o seu sucessor natural entra de pleno direito em posse do patrimônio.

“O morto agarra o vivo”, dizia-se ainda nessa linguagem medieval, que tinha o segredo das expressões surpreendentes.

É a morte do ascendente que confere ao sucessor o título de posse, e o coloca de fato na posse da terra.

O homem de lei não tem de intervir nisso, como nos nossos dias.

Embora os costumes variem de acordo com as províncias e conforme o lugar, fazendo do mais velho ou do mais novo o herdeiro natural, e embora varie a maneira como sobrinhos e sobrinhas possam pretender à sucessão na falta de herdeiros diretos, pelo menos uma regra é constante: só se recebe uma herança em virtude dos laços naturais que unem uma pessoa a um defunto.

domingo, 3 de julho de 2016

O Sacro Império Romano-Alemão
modelo autêntico de união de nações
Opção certa à desarmonia da União Europeia


Carlos Magno, segundo uma gravura de Durer.

O famoso artista alemão soube representar com admirável precisão
o que a História narra sobre a personalidade do grande Imperador.
Toda a sua fisionomia exprime força, poder, hábito de dominar.
Porém uma força que não nasce do transbordamento brutal
de um temperamento efervescente,
mas de uma alta noção do direito do bem.
Seu poder é menos o das armas, que o do espírito.
Majestoso, é entretanto cheio de bondade.
Há em toda a sua pessoa qualquer coisa de sagrado:
é o homem providencial, que instaurou o Reino de Cristo na ordem temporal,
e fundou os alicerces da civilização cristã;
é o Imperador investido pelo Papa da missão apostólica
de ser por excelência o paladino da Fé.
Foi Carlos Magno o primeiro realizador da unidade temporal da Europa cristã.

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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O “Brexit” constituiu um formidável abalo para os promotores de uma República Universal. Ainda se discute o que é que advirá na Europa.

Mas, alguns arguem que a União Europeia não é necessária ou intrinsecamente ruim, mas é algo conveniente imposto por uma história de séculos de guerras.

Podem acrescentar até que a crescente agressividade demonstrada pela Rússia obriga ainda mais os países europeus a estreitarem forças contra o perigo comum.

Então, perguntam, a paz não exigiria formar uma imensa união de Portugal até os confins da Rússia, ainda que sacrificando as nacionalidades históricas?

O dilema União Europeia SIM vs União Europeia NÃO, tem uma terceira opção, que essa sim reúne as vantagens da União e afasta suas desvantagens.

Trata-se da Cristandade que teve sua organização internacional acabada no Sacro Império Romano Germânico instituído pela Igreja Católica na pessoa de Carlos Magno.

Vejamos como desenvolve o caso o Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, que em vida foi professor de História Moderna e Contemporânea na PUC-SP: