domingo, 25 de setembro de 2016

Mont Saint-Michel: píncaro de força, beleza e fé


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Quem observe o mapa da França, notará em sua costa ocidental, banhada pelo Atlântico, duas pontas ou imensas penínsulas: a maior, toda recortada em ilhas e pequenas baías, a desafiar o imenso oceano; a menor, lembrando um chifre voltado para a Inglaterra, situada ao norte.

A primeira corresponde à Bretanha; e a segunda pertence à Normandia.

Uma baía separa as duas penínsulas, e um rio, o Couesnon, divide os dois grandes ducados históricos.

Pirâmide maravilhosa

domingo, 18 de setembro de 2016

O pai e a família toda rodeados
de imenso respeito na sociedade medieval

Museu de Arte Popular dos Pirineus, Lourdes, França
Museu de Arte Popular dos Pirineus, Lourdes, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Nos camponeses de certa região da Espanha, o pai de família presidia a refeição numa poltrona; a esposa ao lado direito dele também numa poltrona.

Poltrona de camponês, de madeira, feita até com bonito trabalho por eles nas noites de inverno.

Depois, cadeiras com encosto para os filhos mais velhos, sem encosto para a criançada.

E sobre a mesa um pão enorme que a dona de casa tinha mandado cozinhar entre outras coisas para o almoço.

Quando o pai chegava à cabeceira da mesa ele fazia o nome do padre. Todos seguiam, e ele dizia uma oração: “Que o Menino Jesus que nasceu em Belém bendiga esse alimento e nós também”. Bom, daí todos diziam “Amém”.

domingo, 11 de setembro de 2016

Convocação de Cruzada pelo beato Papa Urbano II

A catedral de Clermont-Ferrand construída no local onde o Papa Urbano II pregou a primeira Cruzada.
A catedral de Clermont-Ferrand construída no local
onde o Papa Urbano II pregou a primeira Cruzada.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No dia 27 de novembro de 1095, no encerramento do Concílio de Clermont-Ferrand, o bem-aventurado Papa Urbano II se dirigiu à multidão de bispos e cavaleiros, maioritariamente franceses, congregados na cidade para um fato transcendental.

Com palavras divinamente inspiradas, o Papa Urbano II hoje nos altares convocou a primeira Cruzada da História. Ele não leu um texto escrito nem ficou registrado com qualquer método moderno.

Mas, a formidável impressão causada pode se medir pela inusitada quantidade de relações de testemunhas presentes. Dentre elas se destacam as versões escritas por Roberto o monge, Guibert de Nogent, Foucher de Chartres, Guilherme de Tiro, Orderic Vital e Balderico arcebispo de Dol.

Em séculos mais próximos, historiadores de renome condensaram esses testemunhos em diversas publicações de grande autoridade.

A continuação apresentamos a condensação feita por Joseph-François Michaud (1767-1839) na sua célebre “História das Cruzadas”, que concorda grandemente com a versão da não menos célebre “História Universal da Igreja Católica” do Pe. René Rohrbacher.

Em outros posts temos reproduzidos outras versões:

Sermão do Beato Urbano II convocando a Primeira Cruzada

Bem-aventurado Papa Urbano II: a versão mais completa do Sermão da Cruzada. Conhecida como “Popolo dei franchi”.

O Patriarca de Jerusalém implora o socorro do Papa e dos Príncipes

A fama das peregrinações ao Oriente fez Pedro (o Eremita) sair de seu retiro. Ele seguiu a multidão dos cristãos à Palestina, para visitar os santos lugares. (...)

domingo, 4 de setembro de 2016

Monges fazem a melhor cerveja do mundo,
como na Idade Média

Westvleteren XII a melhor cerveja do mundo é feita por monges trapistas que levam vida de penitência.
Westvleteren XII a melhor cerveja do mundo
é feita por monges trapistas que levam vida de penitência.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Há perto de três anos pudemos comentar um artigo vindo da França, narrando que a cerveja Westvleteren XII, produzida pelos monges trapistas da abadia de São Sixto de Westvleteren, na Bélgica, ocupava o primeiro lugar das melhores cervejas do mundo, segundo o site americano especializado www.rateBeer.com.

Mas as modas mudam. Há pressões econômicas para transformar em puro negócio aquilo que é uma tradição religiosa de vários séculos.

Também o chamado “progressismo católico” tem uma declarada animadversão aos costumes e às tradições católicas que remontam à Idade Média, uma idade de fé em que o Evangelho penetrava todas as instituições, segundo ensinou o Papa Leão XIII.

No mês de junho do presente ano (2016), o site da revista italiana “Pane & Focolare” trouxe a notícia de que os monges trapistas de São Sixto de Westvleteren prosseguem imperturbáveis a tradição de fabrico de cerveja artesanal da mais alta qualidade.

E que, em consequência, essa cerveja monacal continua sendo votada como a melhor do mundo no referido site de apreciadores da bebida. Confira.

Os monges não querem saber de um aumento de produção ou qualquer argumento econômico que possa por em perigo o recolhimento de sua vida monástica.