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domingo, 7 de setembro de 2025

Por que o sonho se tornou realidade nos castelos?

Castelo dos condes de Foix, nos Pirineus franceses
Castelo dos condes de Foix, nos Pirineus franceses
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O castelo medieval típico dá antes de tudo a impressão de grandeza e até de majestade.

Mas, ao mesmo tempo tem tanta graça e leveza que a gente pensa estar diante de um castelo de conto de fadas!

Na vida real não eram prédios de fantasia. De início, foram fortalezas militares para a defesa da região e de seus habitantes.

Posteriormente com a cristianização dos costumes e a diminuição das guerras os nobres proprietários passaram a enfeitá-los fazendo reluzir todo o seu bom gosto e sua liderança natural.

E muitos desses castelos atingiram  uma forma de beleza tão oposta a nossa época que a gente fica levado a se perguntar se de fato existiram.

Se pode achar que esses castelos foram fruto da imaginação e que, como os prédios de Disneylândia, nunca tiveram conexão com a realidade.

E a gente quer saber se não se trata de um sonho transposto numa foto ou num vídeo, de tal maneira eles são admiráveis!

Há dezenas de milhares deles na Europa.

Eles foram construídos e neles viveram pessoas de carne e osso como nós que trabalharam, sofreram e lutaram para ir modelando essas maravilhas.

Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, na Suíça
Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, na Suíça
Alguns dos castelos mais famosos são muito visitados pelos turistas. Há até um negócio montado por museus e governos especialmente em torno dos castelos maiores que foram os reais.

Mas a imensa maioria foi obra de famílias ao longo de gerações.

E até em muitos casos continuam pertencendo a essas famílias ou a seus sucessores.

Neles vivem e conduzem suas atividades geralmente ligadas às terras que os rodeiam.

Esses castelos se destacam pela história e pelo trabalho acumulado através dos séculos com espírito de fé e seu correlato temporal: a procura da beleza e da sublimidade.

A nobreza e a majestade dos castelos se expressam pela sua grande altura.

A diferença entre as mais altas torres do castelo e a base é enorme em casos como o de Saumur.

Em outros a base habitualmente é disfarçada por muralhas e está enterrada no chão. São os alicerces do castelo.

Por vezes parece não ter alicerces e que ele está colocado como uma espécie de enfeite de bolo de noiva, diretamente sobre o solo, como no castelo de Chaumont.

No castelo de Chambord toda espécie de chaminés e de torreõezinhos  se levanta para o céu. Elas parecem uma revoada de pássaros maravilhosos.

As torres mais altas estão uma competindo com a outra para ver quem se levanta mais.

E algumas estão arrastando atrás de si todas as chaminés e todos os torreõezinhos dando a impressão que o castelo está para levantar voo.

A base de Chambord é sólida e retangular: tudo o oposto da parte superior de torrezinhas e chaminés voláteis.

O castelo parece levantar voo de tal maneira ele é ligeiro e de tal maneira um certo desejo aeronáutico está presente nele, sem a turbina e sem os ruídos do avião de hoje.



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domingo, 9 de março de 2025

Desde seu castelo o nobre vela por todo seu povo

Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça
Castelo de Chillon, sobre o lago Léman, Suíça
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Na última fase do progresso medieval, deixou de existir o perigo frequente e iminente de invasões. Os países de um modo geral ficaram pacificados.

Então, o castelo feudal perdeu o sentido de refúgio e abrigo para a população e rebanhos.

Ele ficou residência do senhor, de sua família e de sua parentela.

Mas conserva o aspecto militar, pois continua sendo acima de tudo uma fortaleza. Eles ficaram como um reduto inexpugnável que dava ao barão força e prestígio. Para o feudo uma garantia da manutenção da paz e um símbolo de seu orgulho local.

No seu apogeu, o castelo feudal não é mais um simples conjunto de muralhas protegendo as habitações, mas um todo arquitetônico pujante e homogêneo, que apresenta para o exterior muros escarpados, torres, seteiras e ameias, formando a defesa contra agressões.

Warwick, Inglaterra, salão ornado de armas
Warwick, Inglaterra, salão ornado de armas
0 Dentro há apartamentos, claustros e pátios, nos quais se desenrola a vida social.

Enquanto a técnica militar muito desenvolvida o protege exteriormente, as artes decorativas o embelezam por dentro, oferecendo ambiente propício ao florescimento cultural, que atinge um alto nível.

Os castelos de Chillon na Suìça e de Warwick na Grã-Bretanha que ilustram este post, nos fornecem alguns exemplos, entre muitos outros que poderiamos citar.


Vai ficando para trás o tempo em que os castelos se mantinham isolados uns dos outros.

A hierarquia de proteção e devotamento, existente entre o senhor e seus súditos, foi aos poucos se estabelecendo também entre senhores menores e outros mais poderosos.

Estes últimos começam a agrupar sob sua autoridade, pelos mesmos laços de fidelidade, não somente seus vassalos e servos imediatos, mas também outros barões, os quais, conservando intacta sua autoridade sobre seus homens, se tornam eles mesmos vassalos.

Salão de armas do castelo de Chillon, Suíça
Salão de armas do castelo de Chillon, Suíça
O senhor feudal mais importante, por sua vez, faz-se súdito de outro ainda maior, e assim por diante.

Formaram uma imensa pirâmide de suseranias desiguais, dispostas hierarquicamente num escalonamento progressivo, até chegar ao rei.

Este era o barão supremo, o suserano de todos os suseranos, o senhor feudal de todos os senhores feudais, o pai de todos os pais.

Do “donjon” de seu castelo, ele vela pelo seu feudo e por todos os feudos de seus vassalos, por toda a nação.







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