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domingo, 24 de março de 2024

Domingo de Ramos

Domingo de Ramos, colegiata de São Gimignano, Itália
Domingo de Ramos, colegiata de São Gimignano, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Na capital do reino de David, o fundador de sua estirpe real,

Humildemente sentado num burrico,

Ele atravessava pelo povo, convidando todos ao amor do Deus que mal lembravam.

Em geral, as pinturas e gravuras O apresentam olhando pesaroso e quase severo para a multidão.

Para Ele, o interior das almas não oferecia segredo.

Ele percebia a insuficiência e a precariedade daquela ovação.

Sim, a entrada de Jesus em Jerusalém patenteou quanto o povo O apreciava incompletamente.

Em poucos dias estariam pedindo sua crucificação, ou se mostrando insensíveis ao deicídio.

Na entrada em Jerusalém, O aclamavam, é verdade...

Mas o Filho de Deus merecia aclamações infinitamente superiores e uma adoração bem diversa!

Nossa Senhora percebia tudo o que acontecia, e oferecia a Nosso Senhor a reparação do seu amor puríssimo.

Que requinte de glória para Nosso Senhor!

Porque Nossa Senhora vale incomparavelmente mais do que todo o resto da Criação.

Este é um lado misterioso da trama dos acontecimentos da Semana Santa.

Maria representava todas as almas piedosas que, meditando a Paixão, haveriam de ter pena d’Ele e lamentariam não terem vivido naquele tempo para tomar posição a seu lado.


Vídeo: procissão do Domingo de Ramos. Detalhe em Almeria, Espanha.
CLIQUE NA FOTO

AS CRUZADASCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

domingo, 10 de abril de 2022

A entrada de Jesus em Jerusalém no Domingo de Ramos

Jesus entrou num humilde burrico
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No Domingo de Ramos, comemora-se a entrada triunfante de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém.

No andor principal Nosso Senhor entra sobre um burrico na Cidade Santa.

No andor seguinte, a Mãe de Deus contempla a tragédia que se avoluma.

A entrada de Jesus em Jerusalém, no Domingo de Ramos, patenteia quanto o povo O apreciava incompletamente.

Aclamavam-No, é verdade, mas Ele merecia aclamações incomensuravelmente superiores, e uma adoração bem diversa!

Humildemente sentado num burrico, Ele atravessava aquele povo, impulsionando todos ao amor de Deus.

Em geral, as pinturas e gravuras O apresentam olhando pesaroso e quase severo para a multidão.

Para Ele, o interior das almas não oferecia segredo.

Ele percebia a insuficiência e a precariedade daquela ovação.

Nossa Senhora acompanhava passo a passo a tragédia
Nossa Senhora percebia tudo o que acontecia, e oferecia a Nosso Senhor a reparação do seu amor puríssimo.

Que requinte de glória para Nosso Senhor!

Porque Nossa Senhora vale incomparavelmente mais do que todo o resto da Criação.

Este é o lado misterioso da trama dos acontecimentos da Semana Santa.

Maria representava todas as almas piedosas que, meditando a Paixão, haveriam de ter pena d’Ele e lamentariam não terem vivido naquele tempo para tomar posição a seu lado.



VÍDEO: ENTRADA DE JESUS EM JERUSALÉM





Palm Sunday: triumphal entrance of Our Lord Jesus Christ in Jerusalem.
(english version)

>

(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, “Catolicismo”, abril de 2003)




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domingo, 26 de setembro de 2021

A Luz de Cristo e o charme da Idade Média

Jesus Cristo, San Paolo fuori le mura, Roma

Luis Dufaur
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Na cerimônia da madrugada da Ressurreição, no jardim tirava-se fogo do atrito da pedra e acendia-se o círio pascal.

Porque assim como Nosso Senhor Jesus Cristo deu vida a seu próprio cadáver, assim da fricção de matérias inertes como as pedras nasce uma chama viva para acender o círio pascal.

Então, na noite, no crepúsculo, nas trevas, é acesa uma luz: é Nosso Senhor Jesus Cristo que ressuscita!

Acende-se o círio pascal e o padre entra com uma vela acesa na igreja e canta três vezes Lumen Christi. As velas vão se acendendo e daí a pouco a igreja está toda iluminada pelo círio pascal.

Essa expressão Lumen Christi ficou-me como imensamente bonita e nobre, querendo dizer mil coisas.

O que é que vem a ser especificamente a Luz de Cristo, ou Lumen Christi?

domingo, 18 de julho de 2021

Mais antigo Crucificado de madeira está em Lucca

Volto Santo de Lucca é a mais antiga representação em madeira da Crucificação
Volto Santo de Lucca
é a mais antiga representação em madeira da Crucificação
Luis Dufaur
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O mais antigo crucifixo de madeira venerado em toda a Europa é o da Santa Face de Lucca (Volto Santo di Lucca, em italiano).

Objetava-se que podia ser uma réplica entalhada por artistas no século XIII.

A estátua original, segundo a tradição, é aqueropita, isto é, não feita por mãos humanas.

A objeção dizia que a atual seria uma réplica feita após a original ficar muito danificada, segundo explicou reportagem de “La Stampa” de Turim.

domingo, 28 de março de 2021

Os Papas percebem a necessidade da Cruzada,
mas os príncipes não ouvem bem

Bem-aventurado Papa Urbano II convocou a Cruzada contra o Islã
Bem-aventurado Papa Urbano II convocou a Cruzada contra o Islã
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Cristãos resistem assalto maometano em Ramla


Em 1075, o grande papa Gregório VII já pressionava avidamente os príncipes cristãos à guerra santa, prevista por Carlos Magno, implorada por Silvestre II.

Ele impôs, neste mesmo ano, a peregrinação de Jerusalém ao abominável Cencius, que tinha odiosamente atentado contra sua liberdade e sua vida.

50 mil cristãos se levantaram, contudo, faltavam-lhes chefes, pois os príncipes cristãos se mantinham surdos.

Em 1085, Roberto, o Frísio, tendo se associado ao governo dos Estados de Flandres, seu filho primogênito, Roberto II, partiu para a santa viagem, mais ou menos ao mesmo tempo em que Berenguer II, conde de Barcelona; Fréderic, conde de Verdun, e Conrado, conde de Luxemburgo, a quem a santa peregrinação estava prescrita em expiação, assim como havia sido para Roberto da Normandia, a Foulques d'Anjou, a Frotmond e a outros personagens culpados por assassinatos ou rebelião. 

Sobre Foulques de Anjou e sua vida veja: MONTREUIL BELLAY: EQUILIBRIO DE BELICOSIDADE BELEZA E PENITENCIA
Depois de longas vicissitudes, Roberto, o Frísio, e seus companheiros puderam, pela força do dinheiro, adorar seu Deus sobre o Calvário.

domingo, 21 de março de 2021

Cristãos resistem assalto maometano em Ramla


Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Muçulmanos iniciaram violências e morticínios
contra os peregrinos



Dez anos depois (no ano 1064), 7 mil cristãos franceses e alemães partiram juntos para Jerusalém.

Guilherme, bispo de Utrecht; Sigefroi, bispo de Mayence; Gunther, bispo de Bamberg; Otton, bispo de Ratisbona e muitos outros senhores das duas nações fizeram parte desta tropa. J. Voigt citou um episódio curioso desta grande peregrinação [Histoire du pape Grégoire VII e de son siècle, c.III e VIII]:

“Esses peregrinos, diz ele, tiveram a imprudência de revelar suas riquezas no caminho.

“Por toda parte, nos campos e nas cidades que eles atravessavam, corriam-se para admirar seus esplendores.

domingo, 14 de março de 2021

Muçulmanos iniciaram violências e morticínios
contra os peregrinos

Luis Dufaur
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continuação do post anterior: A cidade santa profanada inspira a Cruzada



De todas as partes, então, entre os cristãos, aqueles que buscavam obter grandes favores, ou expiar grandes quedas, se colocam em peregrinação aos lugares santos juntamente com os fiéis piedosos que para lá se dirigiam possuídos somente pelo amor ao Redentor.

Entre os peregrinos ilustres destes primeiros tempos, citamos São Silvino, bispo regional cujo nome conta na lista dos bispos de Toulouse e na lista dos bispos de Thérouenne. Ele assistiu ao batismo de Carlos Martel;

Santo Arculfo, prelado nas Gálias, que escreveu em seu retorno uma descrição dos lugares santos [Mabillon a conservou nas Acta Benedictorum];

Santo Willibald, bispo de Aichstaldt, na Francônia, e um dos apóstolos da Alemanha. Uma santa religiosa de sua família narrou sua viagem.

domingo, 7 de março de 2021

A cidade santa profanada inspira a Cruzada

Califa Ali Ben Hamet, Theodore Chasseriau (1819 – 1856)
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: Os cruzados e a cidade santa de Jerusalém



Omar, sucessor do Profeta, imediatamente edificou uma mesquita no lugar aonde estava levantado o templo de Salomão. Não atormentando, contudo, os cristãos.

Somente após sua morte, em 644, que as ignomínias e as espoliações vieram experimentá-los; os peregrinos foram obrigados a pagar um tributo para ter o direito de se prosternar no Calvário.

O tributo que se exigia dos peregrinos na entrada da cidade santa, inicialmente leve, logo tornou-se pesado, e aqueles fiéis que guardavam os lugares santos caíram rapidamente sob uma tirania odiosa.

Carlos Magno se encontrava bastante ocupado, assim como foram Carlos Martel e Pepino, com suas guerras contras os frísios e os saxões, guerras que eram verdadeiras cruzadas, mesmo que esse nome não tivesse ainda sido cunhado.

Carlos Magno envia então ao califa Haroun-al-Raschid, o chefe supremo do islamismo em Bagdá, um embaixador encarregado de reclamar a liberdade dos cristãos. 

Haroun, antipático aos heróis do Ocidente, como dizem os historiadores, pois ele admirava somente a si mesmo, contudo, temendo os exércitos do grande chefe dos francos, cujo renome já havia chegado até ele, lhe enviou, com pompa, entre presentes raros, as chaves do santo Sepulcro e da cidade de Jerusalém, prometendo-lhe solenemente guardar sob sua proteção todos os peregrinos da Palestina..

domingo, 15 de novembro de 2020

O “homem Sainte-Chapelle”: Jesus Cristo, modelo perfeito

Luis Dufaur
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Antes da Revolução e da confusão atual, havia na Igreja uma coisa curiosa.

Contemplando uma igreja, viam-se primeiro as várias partes, das quais depois se desprendia uma impressão de conjunto.

Por exemplo, na Sainte-Chapelle veem-se em primeiro lugar as várias formas, vitrais, colunas, imagens, cores, paredes etc.

Porém, em certo momento desprende-se de tudo uma impressão única que produz uma ressonância na nossa alma e nos faz exclamar: igreja é isso!

O mais íntimo de nossa alma encontra nela sua realização: uma antecâmara do Céu para a qual fomos feitos, para a qual nascemos e a qual queremos.

A alma do católico que quer ser inteiramente fiel procura instintivamente um homem que represente o espírito da Igreja para entrar em consonância com ele. 

A alma desse homem lembra a Sainte-Chapelle. Ele é um “homem Sainte-Chapelle”, que deve ser contemplado como tal.

Os fiéis chamados a participar da vocação desse homem devem saber contemplá-lo e entender que devem ser como ele, têm de o contemplar para poderem elevar-se à sua altura.

domingo, 15 de julho de 2018

O simbolismo do leão: Jesus Cristo;
e da leoa: Nossa Senhora (2)

Cristo é o Leão de Judá. Cristo em Majestade no Juízo Final.
Beato Angélico (1395 – 1455). Catedral de Orvieto, Itália
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O simbolismo do leão: Jesus Cristo; e da leoa: Nossa Senhora (2)



O demônio enganou o homem; Deus venceu o homem, que não o reconheceu, e depois ao diabo, mediante sua adequada virtude.

Se o demônio tivesse sabido que aquele homem mortal era Deus, não o havia conduzido à crucificação.

Assim Deus obrou habilmente, sem que o demônio se dessa conta; Deus se ocultou de nosso inimigo, que não soube que Deus era aquele homem até que o comprovou.

Deus se ocultou tanto que os anjos do céu que estavam no Paraíso não o reconheceram.

Por isso, quando voltou o Filho de Deus em majestade para o lugar de onde havia partido quando se encarnou por nós, perguntaram aos anjos que estavam com ele:

domingo, 1 de julho de 2018

O simbolismo do leão: Jesus Cristo; e da leoa: Nossa Senhora (1)

Leão na catedral de Sessa, Itália
Luis Dufaur
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No site do prof. Ricardo da Costa, Professor Associado I de História e Filosofia Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e membro de numerosas academias, o leitor encontra artigos e documentos de grande valor para o conhecimento da Idade Média.

Os medievais tinham uma visão ao mesmo tempo muito prática e altamente simbólica da realidade. Eles partiam da observação material e se elevavam facilmente até as culminâncias da metafísica e da teologia como quem sobe e desce pelas ladeiras de uma colina florida.

Eis um exemplo tirado pelo prof. Costa de um Bestiário medieval. Os Bestiários são livros típicos da era medieval que alimentavam essa contemplação da ordem natural.

O exemplo expõe o simbolismo do leão e os ensinamentos que Deus pôs nesse animal visando a elevação do homem até a Sabedoria infinita:

“O que em grego se chama “leão” significa “rei” em francês. O leão, de várias formas, domina muitos animais. Por isso o leão é rei. Escutai agora suas propriedades.