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domingo, 17 de agosto de 2014

O cavaleiro medieval

Combate de Roland contra o gigante Ferragut
Combate de Roland contra o gigante Ferragut

Na Idade Média, os conceitos de cavalaria e de nobreza em certo sentido se confundiam.

Assim, nem sempre o cavaleiro era nobre, mas muitos deles participavam dessa condição; nem todos os nobres eram cavaleiros, embora muitos o fossem.

Que característica do cavaleiro medieval o tornou célebre na História?

O traço marcante foi a Fé.

Daí a coragem que o cavaleiro revelava nas mais terríveis das lutas, as cruzadas, visando libertar o Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tais empreendimentos almejavam esse objetivo no Oriente, e, na Península Ibérica, aspiravam livrar, do jugo maometano, as populações espanhola e portuguesa.

Batalha de Pharsalos vista com olhos medievais
Batalha de Pharsalos vista com olhos medievais
A grande capacidade de combate desse guerreiro era explicável: tratava-se de defender a Religião, ao que ele se entregava inteiramente, arriscando mesmo a própria vida.

Tal característica existiu no cavaleiro medieval em harmonia com outras notas, aparentemente contraditórias.

O cavaleiro era homem de Fé.

Contudo, dotado também de espírito prático, chegou a edificar grandes fortificações, esplêndidos castelos e, em alguns casos, imponentes catedrais, levando mais longe do que ninguém a arte de construir maravilhas.

Ele, corajoso na luta, requintou, pouco a pouco, as regras de boa educação e do convívio amável.

Altivo perante seus iguais, mas benevolente no trato com o sexo frágil, os velhos, os doentes e os feridos na guerra.

Então, parecia ele, por assim dizer, feito de açúcar.

Entretanto, era só o inimigo ousar qualquer coisa contra os interesses da Igreja que aquele homem tão doce transformava-se num leão.

Ele, um batalhador, não obstante favoreceu enormemente a cultura, revelando-se um propulsor das artes e elevando o tom de vida a um nível menos rústico do que o vigente no início da Idade Média.

Donde se explicam os bonitos móveis, as belas alfaias, a gastronomia refinada, os vinhos excelentes e os sinos harmoniosos surgidos naquela época histórica.

Foram traços estes que o cavaleiro, antes tão rude, paulatinamente imprimiu na vida de então, tornando-a cheia de afabilidade e beleza.

Em suma, colaborando para ser implantada a civilização católica.

Esse era o perfil do cavaleiro medieval.

(Autor: comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 18.12.1992, não revistos pelo autor.)



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domingo, 10 de agosto de 2014

São Teodorico de Cumbria,
outro rei-monge falecido em combate

Castelo de Sizergh no antigo território do reino de Cumbria.
continuação do post anterior: Reis monges à frente de exércitos: São Sigiberto, rei da Inglaterra

“Os bretões também tiveram em Teodorico um rei soldado e monge, valente soberano cambriano, invencível em todos os combates. Depois abdicou seu trono para se preparar para a morte pela penitência, e escondeu-se numa ilha.

“Mas no governo de seu filho, os saxões do Wessex atravessaram a Savernia, região que lhes servia de limite.

“Aos gritos de seu povo, o generoso velho deixou a solidão onde vivia há dez anos e conduziu de novo os cristãos da Cumbria em luta contra os pagãos saxões. Uma vitória estrondosa foi o preço de seu generoso devotamento.

“A vista do velho rei coberto com sua armadura, montado em seu cavalo de guerra, o pânico apoderou-se dos saxões há muito habituados a fugir dele.

“Mas, em meio à fuga, um bárbaro inimigo voltou-se bruscamente e feriu o rei mortalmente. Assim ele pereceu no meio da vitória”.

(Fonte: Charles Forbes René, conde de Montalembert, “Les Moines d'Occident”, Ed. Lecoffre, 1867, 505 páginas, 4 vol.).


Comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

Montalembert apresenta o exemplo de um outro rei também santo que se tornou monge. Esse rei de outra parte da Inglaterra teve um destino diferente.

Ele quis ser monge, mas foi procurado pelos seus para os defender.

Bastou ele aparecer todo revestido de sua armadura à frente dos combatentes, que os adversários já começaram a fugir. Ele obteve uma vitória estrondosa.

Os senhores vejam que bonita figura a desse monge armado dos pés à cabeça, brandindo sua espada e na frente dos seus guerreiros, partindo para a carga de cavalaria, ele, o monge, e o terror de todo mundo.

O! voltou o rei, o rei fatal, o rei invencível, o rei coberto de glória surgiu.

Catedral de Carlisle, construída séculos depois,
nas terras do antigo reino de Cumbria, na Inglaterra.
É ele que ordena o ataque de cavalaria e dizima todos. Ele morre como morreram tantos heróis medievais num crepúsculo de vitória.

Ele ganhou, mas enquanto o adversário dava os últimos golpes para se defender, ele foi atingido. Ele morreu e o sangue dele derramado no campo de batalha coroou bem a sua dupla carreira de rei e de monge.

Dois exemplos que mostram o que deve ser um rei, um guerreiro e um monge. O rei perfeito, na observância de sua condição de rei deve tem muito de monge e de guerreiro.

Por outro lado, o monge deve ter algo de régio e algo de combatente na alma. Também, o verdadeiro combatente lucra em ter algo de monge e algo de régio na alma.

Isso é tão diferente do monge sedentário, pacato, incapaz de luta, cuja figura, nos séculos de decadência, se fixou diante de olhos de muitos.

Exemplo de um monge que reuniu essas qualidades no século XIX foi o restaurador da ordem beneditina Dom Guéranger, abade de Solesmes.

É um olhar de fogo, porte de guerreiro, uma independência de rei. Nele as três condições se interpenetram e constituem um só todo.

O estado monacal é tão alto, que todo mundo que se eleva muito nas vias da espiritualidade católica, quando toca nesse alto, tende a ter algo de religioso. E quando não se fazem religiosos, entram para as Ordens Terceiras, que são uma participação do estado religioso.

Foi o caso, entre muitos outros, de São Luís IX rei de França e membro da Ordem Terceira de São Francisco.

Mas é próprio também ao estado religioso, que quando alguém entra nele, se sublime a si próprio, em vez de perder as qualidades que tinha.

Um artista, um pensador, um rei, um guerreiro que fica religioso, fica arqui-artista, arqui-pensador, arqui-guerreiro ou arqui-rei. A magnificência de tudo isso está no estado religioso.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 12.6.69. Sem revisão do autor)




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domingo, 3 de agosto de 2014

Reis monges à frente de exércitos:
São Sigiberto, rei de East Anglia, na Inglaterra

Reconstituição do elmo achado em Sutton Hoo
e atribuído a Rædwald rei de East Anglia,
pai de São Sigiberto.

O historiador Charles Forbes, conde de Montalembert (1810 – 1870) no livro “Les Moines d'Occident”(Ed. Lecoffre, 1867, 505 páginas, 4 vol.) descreve um aspecto inesperado da Idade Média: a vida de alguns reis que deixaram a coroa para se tornarem monges e que as circunstancias obrigaram a empunhar de novo a espada para defender seu povo :

“Dia veio em que Sigiberto, rei da Inglaterra, que era não só um grande cristão e um grande sábio de seu tempo, mas ainda um grande guerreiro, fatigado das lutas e desgostos do seu reino terrestre, declarou querer ocupar-se do reino do Céu e combater unicamente para o Rei Eterno.

“Ele cortou os cabelos e entrou como religioso no mosteiro que doara a um amigo irlandês.

“Deu assim o primeiro exemplo, entre os anglo-saxões, de um rei que abandonava a soberania e a vida secular para entrar no claustro e, como se verá, seu exemplo não foi estéril. Mas não lhe foi concedido, como ele esperava, morrer no claustro.

“O terrível Penda, flagelo da confederação anglo-saxônica, chefe infatigável dos pagãos, cobiçava seus vizinhos cristãos do leste e do norte.

“A testa de seus numerosos soldados, reforçados pelos implacáveis bretões, invadiu e saqueou a Inglaterra, tão encarniçadamente e com tanto sucesso quanto fizera com a Nortumbria.

“Os ingleses, abalados e muito inferiores em número, lembraram-se das proezas de seu antigo rei e foram tirar de sua cela Sigiberto, cuja coragem e experiência guerreira eram conhecidas dos soldados, e o colocaram à frente do exército.

“Ele bem quis resistir, mas foi preciso ceder às instâncias de seus antigos súditos. Mas para permanecer fiel à sua vocação, não quis armar-se com uma espada, mas com um bordão e foi com essa nova arma na mão que o rei monge pereceu à testa dos seus, sob o ferro do inimigo”.

(Fonte: Charles Forbes René, conde de Montalembert, “Les Moines d'Occident”, Ed. Lecoffre, 1867, 505 páginas, 4 vol.).

Catedral de Norwich erigida posteriormente no reino de East Anglia
que São Sigiberto salvou dos pagãos.
Comentários do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:

Naquele tempo os homens usavam cabelo comprido e raspar o cabelo como os frades era símbolo de perder a liberdade e se pôr sob a obediência de um superior.

Os dois fatos acontecem na mais alta Idade Média, no tempo em que o território inglês e o germânico, estavam divididos em reinos que não tinham território inteiramente fixado.

Os pagãos viviam entre o nomadismo e o estado sedentário. Eram hordas de bárbaros que infestavam certas regiões.

Havia, naturalmente, guerra religiosa entre pagãos e cristãos. Essa guerra religiosa foi conduzida muitas vezes por reis santos.

Grã-Bretanha é dividida pelos montes. O sul é a Inglaterra. Nessa parte os anglos eram católicos e os bretões, cristãos decadentes aliaram-se com os saxões pagãos.

Esse grande rei exercera a profissão mais prestigiosa de seu tempo, que era ser combatente. O homem completo devia ser um combatente. Sigiberto foi rei que se assinalou na guerra ficando recoberto de prestígio e glória, mas ao cabo de seus dias resolveu consagrar-se exclusivamente à Igreja e se tornou monge.

Quando houve um ataque dos pagãos, ele foi procurado pelo povo para chefiar a luta porque ninguém era como ele. Ele voltou, mas não quis conduzir uma espada, porque como monge não lhe era próprio derramar sangue alheio.

O bastão era mais uma arma de defesa do que uma arma de ataque. Ele combateu valorosamente e morreu durante a luta defendendo seu povo ameaçado de ruína.

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 12.6.69. Sem revisão do autor)

continua no próximo post



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domingo, 27 de julho de 2014

A grandeza do sacerdote, do juiz e do professor
na Idade da Luz


A grandeza convém mais ao clero do que qualquer classe ‒ é evidente, porque sua missão diz respeito mais de perto a Deus.

Mas, a grandeza convém também àquilo que é da ordem temporal.

Por causa disso, na Idade Média, todas as coisas da ordem temporal tinham uma proporcionada grandeza.

Por exemplo, um edifício onde tem juízes que estão resolvendo casos.

A função de juiz entendida não como ela é entendia em alguns países hodiernos, mas como ela é entendida segundo a ordem divina, essa função é muito alta, nobre e elevada.

O juiz julga, mas Deus assiste o juiz no seu julgamento.

Sobre tudo se ele é um varão católico e pede a Nossa Senhora para ser iluminado e lançar sentenças justas.

O juiz não ganha muito dinheiro, ele não é um alto potentado, mas ele exerce uma alta função.

Por causa disso, o prédio de um tribunal ainda que seja num feudozinho pequeno, com pouco dinheiro para construir um grande prédio, é muito respeitável.

A gente entra lá e encontra as janelas com forma de ogivas presentes em toda espécie de edifícios temporais, espirituais, os vitrais.

Tribunal penal na Idade Média
Tribunal penal na Idade Média
A cadeira do juiz era colocada sobre um estrado elevado.

A distância com que as partes falam com ele, o modo pelo qual os huissiers falam com o juiz, falam com o povo, etc., etc.

O silêncio que todo o mundo deve manter na sala onde trabalha o juiz.

Até o pequeno juiz de aldeia era cercado de uma respeitabilidade grave, séria.

Isso se aplicava também ao professor por manifestas razões. O professor deve ser respeitado.

Ele entra na sala, todos devem se levantar, não podem se sentar antes dele sentar.

Mas, ele também deve respeitar sua própria função, e, portanto, ao iniciar a aula, o início da aula tem que ter o aspecto de um pórtico respeitável...

(Fonte: Plinio Corrêa de Oliveira, 2/6/91. Sem revisão do autor)



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domingo, 20 de julho de 2014

Símbolos dos Papas tomaram forma final na Idade Média

Tiara do Beato Pio IX, doada pela Bélgica
A tiara, também conhecida como “triregno” (literalmente tríplice reinado) é a coroa própria dos Papas.

Ela está composta de três coroas e leva no topo um globo com a cruz.

É uma coroa única no mundo. E tomou sua forma praticamente definitiva durante a Idade Média.

Coroas semelhantes à tiara já foram usadas na Antiguidade, inclusive por egípcios, partos, armênios e frigios.

A origem mais remota dela está no Antigo Testamento. Deus disse a Moisés:

“Farás também uma lâmina do mais puro ouro, na qual farás abrir por mão de gravador: ‘Santidade ao Senhor’. E atá-la-ás com uma fita de jacinto e estará sobre a tiara, iminente à testa do pontífice. E Arão levará sobre si. E sempre esta lâmina estará sobre a sua testa para que o Senhor lhe seja propício” (Ex, 28, 36-37).

Aarão, irmão de Moisés é o arquétipo de Sumo Sacerdote e prefigura os Papas instituídos por Nosso Senhor Jesus Cristo na pessoa de São Pedro, e continuado por seus sucessores de Roma.

O Papa Sérgio III (904-911) fez cunhar moedas com a imagem de São Pedro com tiara.

Na basílica inferior de São Clemente, em Roma, um fresco do fim do século XI apresenta o Papa Adriano II (867-872) com a tiara.

A primeira coroa da tiara reúne simbolicamente a jurisdição eclesiástica do Papa e a coroa do governo temporal sobre os feudos pontifícios.

Tiara de Pio VII
Tiara de Pio VII.
Bonifacio VIII (1294-1303), que sofria execrável revolta do rei da França Filipe o Belo, acrescentou a segunda coroa, para sublinhar que a autoridade espiritual do Papa está por cima da autoridade temporal dos reis.

Bento XII (1334-1342) acrescentou a terceira coroa para simbolizar a autoridade efetiva do Papa sobre todos os soberanos, o que inclui o poder de instituí-los (como fez São Leão III com Carlos Magno imperador) ou destituí-los (como São Gregório VII com o imperador Henrique IV).

As três coroas representam também a potestade máxima na Ordem do Sacerdócio, na Jurisdição (ou poder de mando) Universal e no Magistério Supremo, exclusivos do Sumo Pontífice.

No século XIII foram acrescentadas as fitas posteriores. Elas evocam as fitas que na Antiguidade cingiam a cabeça dos sacerdotes.

A tiara era imposta ao novo Papa pelo Cardeal protodiacono pronunciando a seguinte fórmula:

“Recebe a tiara ornada com três coroas e sabe que és o pai dos príncipes e dos reis, o reitor do mundo, o vigário na terra do Salvador nosso Jesus Cristo, ao qual se deve todo honor e toda glória pelos séculos dos séculos”.

Em virtude destes significados, a tiara foi particularmente odiada pelos inimigos da Igreja e de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tiara de Gregorio XVI, 1834
Mas, em sentido contrário, ela foi amada até a efusão do sangue pelos santos e pelos fiéis especialmente devotados ao sucessor de Cristo.

Nações e dioceses fizeram questão de doar mais ricas e esplendorosas tiaras ao Pai comum da Cristandade.

Por isso há várias tiaras. Elas competem em arte, beleza e riqueza. Alguns Pontífices sobremaneira amados ganharam mais de uma, como o bem-aventurado Pio IX. Várias se conservam no Vaticano.

A tiara não era usada no dia-a-dia, mas nas solenidades. Na hora da Missa, o Papa usava a mitra.

O último a usar a tiara de público foi S.S. Paulo VI na basílica de São Pedro no dia 30 de junho de 1963.

Em 13 de novembro de 1964, na terceira sessão do Concílio Vaticano II, o secretário do mesmo, Mons. Pericle Felici, anunciou que o Papa Paulo VI doava sua tiara aos pobres.

Então Paulo VI desceu do trono e depôs a tiara sobre a mesa do altar em meio às aclamações dos padres conciliares.

Aquela tiara lhe fora presenteada pela arquidiocese de Milão, da qual ele foi arcebispo, com o contributo dos fiéis até dos mais humildes e sacrificados. Desde então, nem ele nem seus sucessores, nunca mais a usaram. Hoje está num museu nos EUA.

Desde a eleição de S.S. João Paulo I, em agosto de 1978, a cerimônia da coroação foi substituída pela simples imposição do pálio.

O Estado da Cidade do Vaticano tem um brasão. Ele se compõe com duas chaves cruzadas, a tiara pontifícia sobre fundo vermelho e a inscrição “Estado da Cidade do Vaticano” e uma estrela de oito pontas.

Brasão do Estado da Cidade do Vaticano
A mais antiga representação das chaves cruzadas tendo sobre si a tiara é também medieval.

Mais precisamente, do tempo do pontificado de Martinho V (1417-1431). O sucessor, Eugenio IV (1431-1447), cunhou esse emblema numa moeda de prata, conhecida como o “grosso papale”.

As chaves simbolizam os poderes dados ao Papa por Nosso Senhor Jesus Cristo Evangelho (Mat, 16-19).

Uma chave é dourada e significa que o Papa tem o poder supremo na ordem espiritual.

A chave de prata indica que o Poder supremo do Papa sobre a ordem temporal é circunscrito a tudo aquilo que se refere à Fé e à Moral, conservando a ordem temporal sua autonomia naquilo que excede esses campos superiores. A chave dourada passa por cima da chave de prata.

As duas chaves, as Chaves de Pedro, condensam todos os poderes do Papa.

(Fonte: L'Osservatore Romano, 10 agosto 2008)



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