domingo, 26 de janeiro de 2020

São Tomás: segunda via por onde se demonstra a existência de Deus

Deus Pai, Gar 09, 4v
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






SEGUNDA VIA: A CAUSALIDADE EFICIENTE

Uma estátua, ou uma ponte, por exemplo não se fazem sozinhas.

Alguém as fez: o escultor ou o engenheiro. Esses são a causa eficiente da estátua ou da ponte.

Eficiente = que faz, como o pai é a causa eficiente do seu filho. Nada aparece por magia.

E quem fez ao escultor, o engenheiro ou o pai do exemplo acima?

Procurando logicamente achamos alguém ou algo que foi o primeiro a fazer algo ou alguns. Essa causa eficiente primeira é Deus.

Assim explica São Tomás de Aquino (“Suma Teológica”, I 2,3):

“Vemos que no mundo do sensível há uma determinada ordem entre as causas eficientes; mas não achamos e não é possível achar alguma coisa que seja sua própria causa, pois em tal caso teria que ser anterior a si mesma, e isto é impossível.

“Ora bem: também não se pode prolongar de modo indefinido a série das causas eficientes, porque, em todas as causas eficientes subordinadas, a primeira é causa da intermediária e esta é causa da última, sejam poucas ou muitas as intermediárias.

São Tomás de Aquino, priorato de São Domingos em Londres
“E já que, suprimida uma causa, se suprime o seu efeito, se não existisse entre as causas eficientes uma que seja a primeira, também não existiria a última nem a intermediária.

“Logo, se se prolongasse indefinidamente a série de causas eficientes, não haveria causa eficiente primeira, e, portanto, nem efeito último nem causa eficiente intermediária, coisa inteiramente falsa.

“Por conseguinte, é necessário que exista uma Causa Eficiente Primeira, à qual chamamos Deus.”




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domingo, 19 de janeiro de 2020

São Tomas de Aquino: primeira via para demonstrar racionalmente a existência de Deus

A Idade Média sistematizou as vias para provar a existência de Deus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Nós encontramos nas Sagradas Escrituras provas divinas da existência de Deus: é Deus se revelando a Si próprio.

Os Apóstolos, Padres e Doutores da Igreja demonstraram sua existência das mais variadas e admiráveis formas, com ciência, sabedoria e eloquência.

E isto sem falarmos da sublime luminosidade do Evangelho em que a divindade de Jesus Cristo patenteia-se, por assim dizer em cada palavra inspirada, na sua Vida e Morte, nos seus ensinamentos, conselhos e exemplos.

Entretanto, coube a grandes santos medievais a sistematização das várias vertentes, ou vias, por onde se prova a existência de Deus com evidência como que matemática .

Esta forma de provar é especialmente útil nos nossos dias. Pois há uma certa asneira moderna que gostaria reduzir a Fé a um mero sentimento subjetivo, e a piedade a uma dulçurosa experiência.

Nessa perspectiva a Igreja seria a congregação, ou beatério, de subjetivistas melosos mas perfeitamente irracionais. A realidade positiva poria de lado essas sentimentalidades, próprias de mulheres e espíritos débeis.

São Tomas de Aquino, óleo na catedral Notre Dame de Paris
Entretanto, o arcabouço lógico-filosófico medieval reduz a cinzas essas ofensivas objeções.

O raciocínio lógico e o vôo místico conjugados são uma nota distintiva do espírito da Era da Luz.

O mais grande dos teólogos medievais ‒ e de todos os tempos ‒ São Tomás de Aquino classificou as provas da existência de Deus, em cinco vias, em função das causas admitidas pela filosofia perene ‒ isto é a filosofia que não se pode negar sem cair em erro ou loucura.


PRIMEIRA VIA: O MOVIMENTO

Na “primeira via” entram as provas da existência de Deus pelo movimento. Isto é, é evidente que as coisas se movem. E se movem porque alguém ou algo as põe em movimento. Nenhum carro anda sozinho.

Indagando quem causou o movimento, acabamos encontrando um motor. Quem pôs em movimento esse motor? O motorista. E quem pôs em movimento o motorista?

Prosseguindo com a indagação acabamos encontrando no fim do inquérito que é necessária a existência de um motor primeiro e único. Esse é Deus.

Assim explica São Tomás na sua célebre “Suma Teológica” (I, 2,3)

“É inegável, e consta por testemunho dos sentidos, que no mundo há coisas que se movem.

“Pois bem: tudo o que se move é movido por outro, já que nada se move a não ser enquanto está em potência com relação aquilo para o que se move.

“Por outro lado, mover requer estar em ato, já que mover não é senão fazer passar algo da potência ao ato, e isto não o pode fazer senão o que já está em ato, do mesmo modo que o quente em ato ‒ o fogo ‒ faz com que um madeiro, que está quente só em potência, passe a estar quente em ato.

Relógio de Praga
“Ora bem: não é possível que uma mesma coisa esteja, ao mesmo tempo, em ato e em potência em relação a algo; só em relação a diversas coisas; e assim, o que é quente em ato não pode estar quente em potência para esse mesmo grau de calor, mas só para outro grau de calor mais alto, ou seja, que em potência está ao mesmo tempo frio.

“É, pois impossível que uma mesma coisa seja ao mesmo tempo e do mesmo modo motor e móvel, ou que se mova a si mesma. É preciso concluir, por conseguinte, que tudo o que se move é movido por outro.

“Mas se este outro é, por sua vez, movido por um terceiro, este terceiro necessitará outro que o mova a ele, e este a outro, e assim sucessivamente.

“Mas não se pode proceder indefinidamente nesta série de motores, porque então não haveria nenhum motor primeiro e, por conseguinte, não haveria motor nenhum, pois os motores intermediários não movem senão em virtude do movimento que recebem do primeiro, da mesma maneira que um bastão não se move se a mão não o impulsiona.

“É necessário, por conseguinte, chegar a um motor primeiro que não seja movido por ninguém, e este é o que todos conhecemos como Deus”.

No mundo que nos rodeia há uma infinitude de coisas que se movem. É um fato que não precisa demonstração: basta abrir os olhos para contemplar o movimento por todos os lados.

A imensidão infindável do céu exige um motor primeiro
Ora bem: pondo de lado o movimento dos seres vivos, que, precisamente em virtude da própria vida, têm um movimento imanente que lhes permite crescer ou ir de um lado para outro sem outra influência aparente a não ser a de sua própria natureza ou a de sua própria vontade, é um fato claro e indiscutível que os seres inanimados (ou seja, todos os que pertencem ao reino mineral) não podem mover-se a si mesmos, e pelo contrário necessitam que alguém os mova.

Se ninguém move uma pedra, esta permanecerá quieta e inerte por toda a eternidade, já que ela não pode mover-se a si mesma, já que carece de vida e, por isso mesmo, está desprovida de todo o movimento imanente.

Apliquemos então este princípio tão claro e evidente ao mundo sideral e perguntemo-nos quem pôs e põe em movimento essa máquina colossal do universo estelar, que não tem em si mesma a razão do seu próprio movimento, já que se trata de seres inanimados pertencentes ao reino mineral.

E por mais que queiramos multiplicar os motores intermediários, não teremos remédio senão chegar a um Motor Primeiro imóvel incomparavelmente mais potente do que o próprio universo, já que o domina com poder soberano e o governa com infinita sabedoria.

Verdadeiramente, para demonstrar a existência de Deus basta contemplar o espetáculo maravilhoso de uma noite estrelada, sabendo que esses pontinhos luminosos espalhados pela imensidade dos espaços como pó de brilhantes são sóis gigantescos que se movem a velocidades fantásticas, apesar da sua aparente imobilidade.




Provas racionais da existência de Deus.
A Igreja Católica: Construtora da Civilização







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domingo, 12 de janeiro de 2020

Notre-Dame será reconstruída tal como era

Notre Dame de Paris.
Fundo: Grande Cruz das Três Ordens Militares (Cristo, Santiago, Avis)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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política internacional,
sócio do IPCO,
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A “Bíblia de Pedra” que é a catedral de Notre-Dame de Paris, durante oito séculos resistiu a toda espécie de guerras, revoluções e intempéries.

Mas esteve a ponto de ruir no incêndio do telhado e da agulha em 15 de abril de 2019, deixando o mundo estupefato.

A catástrofe simbolizou a grave crise que devora a própria Igreja Católica que essa legendária catedral representa.

O resgate quase milagroso do Santíssimo Sacramento e das mais preciosas relíquias da catedral, como a Coroa de Espinhos e a túnica de São Luís, soou como uma promessa da restauração católica depois da infernal “penetração da fumaça de Satanás no templo”, tantas vezes rememorada.

Mas as ruínas fumegantes da catedral foram alvo de polêmica.

Sob o pretexto de modernizar a catedral, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou um “gesto arquitetônico contemporâneo”, tendo sido adiantados projetos ecologistas, tribalistas ou psicodélicos que deformariam grotescamente a catedral gótica.

Em sentido contrário, imenso setor da população parisiense, francesa e mundial clamou por uma restauração “à l’identique” (segundo o modelo original da Idade Média), acrescido de aperfeiçoamentos congruentes dos séculos posteriores, e requintado no século XIX pelo genial arquiteto Eugène Viollet-le-Duc (1814-1879).

Felizmente, a disputa está perto de se resolver sensatamente.

A nova estrutura do telhado e agulha de Notre Dame replicará a medieval destruída pelo incêndio, inclusive – e com destaque – usando a madeira de carvalho tal como era, informou a revista francesa “Le Point”.

O general de exército Jean-Louis Georgelin, chefe do estabelecimento público responsável pela restauração da Catedral de Notre Dame, ficou convencido pelos especialistas: a reconstrução idêntica é a solução mais rápida, a mais barata e a mais confiável.

Também é a única opção realizável no prazo de cinco anos fixado pelo Presidente da República Emmanuel Macron!

Ele deve dar a máxima luz verde, apesar do lobby intenso das empresas de construção e de alguns arquitetos ansiosos pela glória… de desfigurar o Palácio de Nossa Senhora de Paris!

E malgrado as ansiedades do presidente socialistoide Macron pelos projetos mais exibicionistas e extravagantes!

A estrutura de Notre-Dame, e de outras catedrais medievais, feita com troncos inteiros de carvalho aguentou oito séculos sem o menor sinal de fraqueza!

Bernard Thibaut, especialista em biomecânica de árvores no CNRS, declarou após o incêndio que poderia ter durado outros mil anos. O CNRS é o Centre National de la Recherche Scientifique e tem uma importância comparável ao de um ministério, e é um  dos maiores centros do mundo na área científica.

Nenhum outro material pode se orgulhar dessa longevidade mantendo suas qualidades.

O carvalho é o material mais sofisticado e moderno do mundo, porque flexível, resistente, isolante e indestrutível.

Os vitrais ficaram praticamente intactos
Os vitrais ficaram praticamente intactos
Longe da umidade, ele resiste aos insetos quase para sempre.

“Quanto à sua inflamabilidade, você deve saber que as vigas de madeira resistem por várias horas antes de desabar.
“Isso permitiu aos bombeiros de Notre-Dame salvar vários objetos preciosos.

“Se a armação tivesse sido feita de concreto ou aço, a salvatagem não poderia ter sido efetivada por medo de um colapso repentino”, especifica Thibaut a “Le Point”.

Voltando ao incêndio, a combustibilidade da madeira não está em questão, a desconfiança aponta para o sistema informatizado de detecção de fogo que falhou completamente.

Outra enorme vantagem de uma reconstrução idêntica é que não há estudos a serem realizados.

Os arquitetos já os fizeram em escala milimétrica em 2015.

Em 2014, a empresa Graphic Art & Heritage, por sua própria iniciativa, montou uma réplica digital da estrutura fiel ao milímetro.

A estrutura de Notre-Dame solicitou no século XIII apenas mil carvalhos, 97% dos quais com menos de 60 anos, de um diâmetro de 25 a 30 centímetros.

Os outros, ou seja, de uns trinta anos, eram mais velhos, com cerca de cinquenta centímetros de diâmetro.

Os mestres carpinteiros medievais “foram capazes de enfrentar esse desafio de maneira brilhante ao projetar uma estrutura complexa, mas equilibrada, estável para si e para as paredes, com muitos dispositivos de rigidez nas treliças, reforços nos laços, duplicação das triangulações”, explica Frédéric Épaud, especialista em estruturas medievais no CNRS.

E para obter os mil carvalhos necessários, os silvicultores limparam uma área de apenas três hectares no meio da floresta.

Os mestres carpinteiros medievais fizeram uma obra insuperável com simples troncos
Ali plantaram carvalhos em uma densidade muito alta. “A forte competição os forçou a crescer muito rapidamente em direção à luz em altura, não em espessura”.

Nada de fantasias anticlericais ou ambientalistas que falam de florestas inteiras devastadas para a construção de catedrais góticas, escreve Frédéric Épaud.

Só três hectares.

Mas hoje para a reconstrução de Notre-Dame nem isso será necessário.

A França tem seis milhões de hectares de carvalho plantados sistematicamente há décadas senão algum século, em certos casos.

Não haverá dificuldade para os silvicultores encontrarem as mil árvores necessárias.

Eles serão então abatidos, tomando as precauções ecológicas necessárias, analisados com as tecnologias modernas para garantir sua perfeita condição interna e, finalmente, colocados na praça de Notre-Dame para serem imediatamente trabalhados lá.

Sim, você leu certo: “imediatamente”!

Frédéric Épaud explica que na Idade Média a madeira não era seca antes de ser modelada.

“Os documentos à nossa disposição e os estudos de outras grandes estruturas do século XIII nos permitem responder que a madeira usada nas molduras medievais nunca foi seca por anos antes de ser usada, mas cortada em verde e colocada logo após a derrubada”, confirma a “Le Point”.

Portanto, não há razão para aguardar pela reconstrução.

O machadinho dito 'doloire' foi o instrumento ideal para os carpinteiros da catedral. Na foto sobre uma pedra de afiar
O machadinho dito 'doloire'
foi o instrumento ideal para os carpinteiros da catedral.
Na foto sobre uma pedra de afiar
Uma segunda regra medieval deve ser observada: não use uma serra para cortar as toras, mas apenas o doloire, um pequeno machado.

Serrar produz vigas bem retas, mas à custa do grão da madeira. Como resultado, a resistência da madeira é muito menor.

“As madeiras trabalhadas com o doloire são mais sólidas e mais bem sustentadas do que as serradas, se deformam muito menos com a secagem, as perdas são mínimas, o trabalho é mais bonito, respeitando as formas naturais”, confirma Frédéric Épaud.

Apenas algumas empresas mantiveram esse conhecimento medieval, e será necessário treinar vários carpinteiros modernos para esse requinte tecnológico.

A estrutura será montada no chão para fazer os ajustes, depois desmontada; e içada em pedaços no topo da catedral e remontada.

Tudo isso pode ser relativamente rápido, segundo Frédéric Épaud, segundo o que ele aprendeu quando estudava a catedral de Bourges.

“A construção de sua estrutura do século XIII exigiria apenas 19 meses de trabalho para uma equipe de 15 a 20 carpinteiros, desde a renderização dos 925 carvalhos até o levantamento das fazendas.

Mestre de obras distribui os serviços.
Nos operários não há luta de classes mas muita vontade pela glória de Deus.
Embora populares, todos se vestem com grande dignidade
“Em resumo, se os carvalhos forem derrubados no próximo inverno (2020), a estrutura estará pronta para ser instalada no verão de 2022.

“Mas antes disso, teremos que consolidar a catedral, examinar e restaurar as paredes.

“Mas, novamente, isso não deve ser um problema.

“Várias de nossas catedrais já arderam na Idade Média ou no Renascimento, sem que sua reconstrução apresentasse o menor problema.

“Quanto aos vitrais, além de uma boa limpeza, eles não precisam de mais nada.

“Em resumo, podemos começar a esperar uma inauguração, como prometido, em 24 de abril de 2024.

“Vamos agora a cortar o carvalho. Não falta mais nada”, concluiu.

Falta, nos desculpe o especialista, tal vez o mais difícil: que o socialistoide presidente Macron tenha a honradez de assinar o decreto com os conselhos dos cientistas que verdadeiramente sabem sobre catedrais.




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domingo, 29 de dezembro de 2019

O relicário dos três santos Reis Magos na catedral de Colônia

Urna dos Três Reis Magos, catedral de Colônia, Alemanha

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Nenhum comentador da adoração prestada ao Menino Jesus pelos três Reis Magos — Gaspar, Melchior e Baltasar — nega que era conveniente eles irem adorá-lo, para representar os vários povos da gentilidade aproximando-se de seu berço desde o começo.

Era conveniente também que fossem magos, para representar toda a sabedoria antiga prestando homenagem ao Menino-Deus.

Sabemos que, naquela época, mago era adjetivo para o homem de uma sabedoria extraordinária.

Eram sábios, os que foram adorar o Messias.

Urna dos Três Reis Magos, catedral de Colônia, Alemanha
Relicário dos Três Reis Magos, catedral de Colônia, Alemanha

Os três Reis Magos, de várias raças, representaram todo o mundo e toda a sabedoria antiga homenageando Nosso Senhor Jesus Cristo, levando-lhe ouro, incenso e mirra.

Era um gesto muito simbólico.

Nosso Senhor quis ter representantes daqueles povos, e escolheu quem os representaria em caráter simbólico.

Eram só três, mas eles significavam algo nos planos da Providência.

* * *

Podemos pedir aos Reis Magos que orem por nós — porque certamente estão no Céu junto a Deus.

Para que tenhamos a coragem que eles tiveram: isolados no mundo pagão, à espera da estrela, aguardando a hora de Deus para cumprir Sua vontade com toda a fidelidade.

Devemos nos preparar para essa hora para sermos, também no isolamento, exemplos de fidelidade”.



(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira, 1965, na véspera da festividade dos “Três Reis Magos”, que a Igreja celebra no dia 6 de janeiro).




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