domingo, 30 de maio de 2021

O Papa Gregório IX e o estabelecimento da Inquisição

Gregório IX aprova os Decretais. Rafael, Stanza della Segnatura, Vaticano.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Como evitar o envenenamento espiritual de toda a sociedade sem consentir em injustiças contra os inocentes ou contra os próprios hereges?

Como conduzir a nau em rumo seguro, entre a indiferença desesperadora de muitos Bispos ou sua susceptibilidade à política local, e de outro lado a impetuosidade das massas populares ou dos agentes imperiais?

O grande Papa (Gregório IX) certamente considerou profundamente este problema. Como Pai da Cristandade, não desejava a morte, mas a correção de seus filhos transviados.

Gregório teve entre suas preocupações uma feliz inspiração: por que não se servir das novas ordens mendicantes?

Até mesmo Lea, historiador contrário à Inquisição, lhes reconheceu a utilidade:

“O estabelecimento destas Ordens parece uma intervenção providencial para proporcionar à Igreja de Cristo aquilo que com grande urgência necessitava.

“À medida que foi se tornando patente a necessidade de tribunais especiais e permanentes, todas as razões favoreciam que elas estivessem acima das invejas e inimizades locais que podem induzir ao prejuízo do inocente, e acima dos favoritismos que podem conspirar a favor da impunidade do culpado.

“Se, além dessa ausência de partidarismos locais, os juizes eram homens especialmente adestrados para a descoberta e conversão dos hereges; se tinham renunciado ao mundo por votos irrevogáveis; se não precisavam de bens materiais e eram surdos aos apelos de prazer, parecia que estavam oferecidas todas as garantias possíveis de que suas importantes obrigações seriam cumpridas dentro da mais estrita justiça.

“E que, enquanto a pureza da Fé era protegida, não haveria desnecessariamente opressões, crueldades ou perseguições ditadas por interesses particulares ou por vinganças pessoais”.

Como Lea supõe, Gregório provavelmente não tinha a intenção de estabelecer um tribunal permanente. 

Legislou para fazer frente a uma necessidade urgente, e os dominicanos, com seus profundos conhecimentos de teologia, pareciam estar perfeitamente aptos para auxiliar os Bispos.

Naturalmente, isso não seria do agrado de todos. Havia Prelados muito melindrosos em matéria de intervenções exteriores, mesmo de Roma.

Levando isso em conta, Gregório escreveu uma diplomática carta aos Bispos do sul da França explicando a situação:

“Vendo-vos envolvidos no torvelinho de inquietações e apenas podendo respirar sob a pressão de sombrias preocupações, cremos oportuno dividir vossa carga para ser levada mais facilmente.

“Portanto, resolvemos enviar frades pregadores (dominicanos) contra os hereges da França e províncias adjacentes, e vos suplicamos, advertimos e exortamos a que os recebais amavelmente e os trateis bem, dando-lhes favor, conselho e ajuda para que possam cumprir seu mandato”.
Desse modo foram enviados os dominicanos, e em menor proporção os franciscanos, aos lugares onde mais abundavam os hereges. Alguns foram para a Alemanha, mas até 1367 nenhum tribunal sério e permanente ali se estabeleceu.

São Domingos preside auto-da-fé
São Domingos preside auto-da-fé da Inquisição.
Pedro Berruguete (1450-1504), Museu del Prado. Madri

Alberico, um dominicano, foi enviado para a Lombardia com o título de “Inquisitor hereticae pravitatis” (Inquisidor contra a perfídia dos hereges).

Um de seus sucessores morreu nas mãos das hordas. Outro, São Pedro de Verona, também dominicano, filho de pais maniqueus e fundador da Inquisição de Florença, foi assassinado pelos hereges na estrada de Como a Milão, em 1252.

Ser inquisidor era perigoso, pois os hereges frequentemente possuíam influências, poder, fanatismo e desespero.

Nenhum jovem dominicano aspirava, por prazer, tirar os hereges de suas tocas.

Tal era o caso especial do sul da França, onde os cátaros que sobreviveram à Cruzada, lutaram longa e tenazmente contra os novos tribunais monásticos.

Alguns hereges saquearam um convento dominicano em 1234. 

Oito anos depois o inquisidor Arnaud e vários frades pregadores foram assassinados. 

Então, os dominicanos rogaram ao Papa (Inocêncio IV) que os dispensasse de sua missão.

A isto se recusou o Pontífice. Uma força armada de católicos destruiu a resistência dos cátaros, tomando de assalto Montségur, onde se tinham refugiado os assassinos dos dominicanos, e queimou sem julgamento prévio 200 hereges, como os levitas de Moisés mataram os idólatras.

Depois deste fato, a Inquisição foi aceita pelas autoridades seculares. Gregório IX enviou inquisidores à Espanha em 1238. Um deles foi envenenado pelos hereges.

Nas instruções a seus emissários o Papa estabeleceu a diferença entre a Inquisição medieval e as investigações dos Bispos e anteriores tentativas de tratar do problema da heresia.

Os monges deveriam ir às cidades onde havia a infecção herética e proclamar publicamente que todos os que fossem culpados de delitos contra a Fé deveriam se apresentar e abjurar de seus erros.

Os que assim o fizessem, seriam perdoados. Deveria ser empreendida uma pesquisa. Se duas testemunhas afirmassem que um indivíduo era herege, deveria ser julgado. Naturalmente, os monges atuariam sempre em colaboração com o Bispo, e com seu prévio consentimento.

Nada se indicava então sobre o uso da tortura; não foi utilizada a não ser vinte anos mais tarde.

São Domingos queima livro pestilenciais, Glória da Idade Média
São Domingos e o milagre de Fanjeaux:
livros heréticos cátaros e livros católicos foram jogados nas chamas.
Essas recusaram três vezes queimar os católicos mas devoraram os cátaros.
Pedro Berruguete (1450 - 1504). Museu del Prado, Madri.

Aparentemente, Gregório não tinha a intenção de fundar uma instituição nova. Apenas utilizava as Ordens religiosas para ajudar os Bispos no cumprimento de uma obrigação que sempre tiveram. O Bispo Donais, profundo conhecedor de documentos originais da primeira Inquisição, é de opinião de que (o Papa Gregório IX) também tentava se antecipar às intromissões de Frederico II, o qual já começara a queimar seus inimigos políticos sob o pretexto de defender a Fé.

Gregório estabeleceu que fossem teólogos peritos, e não políticos ou soldados, aqueles que julgassem os que eram católicos verdadeiros e os que não o eram. Uma vez decidido este ponto, a Igreja ficava livre de reconciliar ou excomungar o herege, e (neste último caso) se o Estado o considerasse perigoso, poderia aplicar-lhe a pena costumeira por alta traição.

Como Moisés na Antiguidade, Gregório desejou proteger do erro os filhos de Deus.

Como Moisés, ordenou que se fizesse com toda diligência uma investigação ou inquisição, e exigiu ao menos o depoimento de duas testemunhas.

Insistiu, como Moisés, para que os crimes contra Deus não ficassem impunes. Até aqui o paralelo é exato, mas não vai além.

Moisés, sob a antiga Revelação, e em tempos primitivos, não cuidou em distinguir o penitente do empedernido, o enganado do enganador: o culpado era lapidado até à morte. 

O desejo principal de Gregório era atrair novamente os hereges transviados à graça de Deus. Somente caso insistisse em continuar sendo inimigo de Deus (e inimigo, portanto, da sociedade) deveria ser expulso da igreja, e abandonado à parcimoniosa misericórdia do Estado.

Foi preciso tempo e não pouco esforço para conseguir o funcionamento da nova organização de modo a se realizarem os desejos do Papa.

Hoje está reconhecido que os Juízes (da Inquisição) eram muito superiores a seus contemporâneos dos tribunais seculares.


Autor: William Thomas Walsh, “Personajes de la Inquisición”, Espasa-Calpe, S.A., Madrid, 1948, pp. 71 a 74.
 



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domingo, 23 de maio de 2021

Os “Ditames do Papa” e o maior Papa da Idade Média:
São Gregório VII

São Gregório VII, restaurou e elevou a um píncaro  a respeitabilidade do Papado abalada por pontífices venais.  Busto de ouro e prata na catedral de Salerno, Itália.
São Gregório VII, restaurou e elevou a um píncaro
a respeitabilidade do Papado abalada por pontífices venais.
Busto de ouro e prata na catedral de Salerno, Itália.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No ano do Senhor de 1075 foram incluídos nos registros pontifícios, os famosos Dictatus Papae, ou Ditames do Papa. I. é, regras, avisos, ordens ou doutrinas do Papa, redigidos em forma concisa e penetrante.

Os Ditames versam sobre as relações entre a Igreja (especificamente do Papado) com o Império, e a ordem temporal em geral.

No ano da inscrição, o Papa felizmente reinante São Gregório VII livrava tremenda batalha contra as indevidas pretensões do Imperador Henrique IV.

Nessa famosa querela ‒ também conhecida como “querela das investiduras” ‒ Henrique IV teve que pedir perdão a São Gregório VII, quem o tinha excomungado.

O grande Papa estava no castelo de Canossa, na Toscana. Henrique IV passou três dias do lado de fora, na neve, vestido de penitente até receber o perdão. De ali vem a expressão “ir a Canossa”.

Como São Gregório VII temia, o arrependimento de Henrique IV não era sincero. Voltou à Alemanha, montou um exército e assaltou Roma.

São Gregório VII foi assim obrigado a se refugiar no sul da Itália, morrendo em Gaeta, não muito depois.

Suas últimas palavras foram: “Amei a justiça e detestei a iniqüidade, por isso morro no exílio”.

Entrementes, os príncipes alemães defensores do Papado, acabaram liquidando a revolta do imperador excomungado e deposto.

Henrique IV pede perdão a São Gregório VII em Canosa
O imperador Enrique IV pede perdão a São Gregório VII no castelo de Canossa
São Gregório VII, embora na tumba, foi o grande vencedor.

Os Ditames refletem tão bem os ensinamentos desse glorioso pontífice que a ele foram atribuídos. Porém os especialistas discutem a redação, sem chegarem ainda a uma conclusão.

A disputa acadêmica é sobre datas e não sobre a doutrina, que é a de São Gregório VII, para muitos o maior Papa da Idade Média.

Em época de arrogante laicismo revolucionário os Dictatus Pape ganharam nova atualidade.



DICTATVS PAPAE, bula de São Gregório VII


1 ‒ Que a Igreja Romana foi fundada somente por Deus.

2 ‒ Que somente o Pontífice Romano pode ser chamado de universal com pleno direito.

3 ‒ Que somente o Pontífice pode depor e restabelecer bispos.

4 ‒ Que os legados do Pontífice, ainda que de grau inferior, em um concílio estão acima de todos os bispos, e pode contra estes pronunciar sentença de deposição.

5 ‒ Que o Papa pode depor os ausentes.

6 ‒ Que não se deve ter comunhão ou permanecer na mesma casa com aqueles que tenham sidos excomungados.

São Gregório VII, altar, catedral de Salerno
Urna com os restos de São Gregório VII, altar na catedral de Salerno, Itália.
7 ‒ Que só a ele é lícito promulgar novas leis de acordo com as necessidades dos tempos, reunir novas congregações, converter uma abadia em casa canônica e vice-versa, dividir uma diocese rica ou unir pobres.

8 ‒ Que somente ele possui as insígnias imperiais.

9 ‒ Que todos os príncipes devem beijar os pés do Papa.

10 ‒ Que o seu nome deve ser recitado em toda igreja.

11 ‒ Que o seu título é único no mundo.

12 ‒ Que é lícito depor o imperador.

13 ‒ Que a ele é lícito segundo as necessidades transladar os bispos de uma sede para outra.

14 ‒ Que ele tem o poder de ordenar um clérigo de qualquer igreja para o lugar que queira.

15 ‒ Que o que foi ordenado por ele pode governar a igreja de outro, mas não fazer a guerra; não pode receber de outro bispo um grau superior.

Facsímile dos "Ditames do Papa
Facsimile dos "Ditames do Papa"
16 ‒ Que nenhum sínodo pode ser chamado de geral se não for guiado por ele.

17 ‒ Que nenhum artigo ou livro pode ser chamado de canônico sem sua autorização.

18 ‒ Que nada pode revogar sua palavra, só ele pode fazê-lo.

19 ‒ Que nada pode julgá-lo.

20 ‒ Que nada pode condenar quem apela a Sede Apostólica.

21 ‒ Que as causas de maior importância, de qualquer igreja, devem ser submetida ao seu juizo.

22 ‒ Que a Igreja Romana não erra e não errará jamais, isto está de acordo com as sagradas escrituras.

23 ‒ Que o Pontífice Romano, se houve sido ordenado em uma eleição canônica,está indubitavelmente santificado pelos mérito do Bem Aventurado Pedro como nos testemunha Santo Ennódio, bispo de Pávia, com o consentimento de muitos Santos Padres, como se encontra escrito nos decretos do bem aventurado Papa Símaco.

24 ‒ Que de baixo de sua ordem e com sua permissão é lícito aos súditos fazer acusações.

25 ‒ Que pode depor e restabelecer os bispos mesmo fora de reuniões de sínodo.

26 ‒ Que não deve ser considerado católico quem não está de acordo com a Igreja Romana.

27 ‒ Que o Pontífice pode absolver os súditos de juramento de fidelidade a iníquos.

(Fonte: Gallego Blanco, E., Relaciones entre la Iglesia y el Estado en la Edad Media, Biblioteca de Política y Sociología de Occidente, 1973, Madrid, pp. 174-176)




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domingo, 16 de maio de 2021

A concepção medieval da arte,
o símbolo e as "Bíblias dos pobres"


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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A Idade Média concebeu a arte como um ensinamento.

Tudo o que era necessário ao homem conhecer — a História do mundo desde a Criação, os dogmas da Religião, os exemplos dos santos, a hierarquia das virtudes, a variedade das ciências, das artes e das profissões — lhe estava ensinado pelos vitrais da igreja ou pelas estátuas dos pórticos.

A catedral mereceu ser conhecida por este nome tocante: “A Bíblia dos pobres”.

Os simples, os ignorantes, todos aqueles que constituíam “o povo santo de Deus”, aprendiam pelos olhos quase tudo que sabiam de sua Fé.

Aquelas grandes imagens, tão religiosas, pareciam testemunhar a verdade daquilo que a Igreja ensinava.

As inumeráveis estátuas, dispostas segundo um plano sapiencial, eram uma imagem da ordem maravilhosa que São Tomás fez reinar no mundo das ideias.

Graças à arte, as mais altas concepções da teologia e da ciência chegavam difusamente até às inteligências mais humildes.

Mas o senso dessas obras profundas se obscureceu.

As novas gerações, que trazem consigo uma outra filosofia do mundo, não as compreendem mais.
Depois do século XVI, a arte da Idade Média tornou-se um enigma.

O simbolismo, que foi a alma de nossa arte religiosa, está a ponto de morrer.

Estudar a arte da Idade Média como se faz algumas vezes, sem se reportar ao espírito e preocupando-se unicamente com o progresso da técnica, é equivocar-se, é confundir as épocas.

Nossos antigos escultores não tinham da arte a mesma idéia que um Benvenuto Cellini. Não pensavam que a escolha de um tema fosse indiferente.

Não imaginavam uma estátua como um agradável arabesco, destinado a dar aos olhos um momento de volúpia.

Na Idade Média, toda forma era a vestimenta de um pensamento.

Dir-se-ia que o pensamento entrava dentro da matéria e a configurava.

A forma não se podia separar da ideia que a criou e que a animava.

Uma obra do século XIII, mesmo quando sua execução é insuficiente, nos interessa: nós ali sentimos alguma coisa que se assemelha a uma alma.

(Autor: Emile Mâle, “L’Art Religieux du XIII Siècle en France” - Armand Colin, 1958, p. 11)




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domingo, 9 de maio de 2021

O equilíbrio: ponto de partida da alegria e da calma da Idade da Luz

Muralhas da cidade de Ávila, Espanha
Muralhas da cidade de Ávila, Espanha
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Nas muralhas dos castelos, ou das catedrais, ou das cidades da Idade Média, algo fala de batalhas e lutas.

Mas, ao mesmo tempo, algo fala de equilíbrio, de harmonia e, portanto, de contentamento de alma.

As famosas muralhas de Ávila foram construídas para repelir as invasões mouras. Aquelas muralhas retas, com aquelas torres, falam de dias de tragédia.

Algum daqueles locais no alto a muralha pode ter sido o primeiro lugar de onde viram, na poeira da distância, a cavalaria de um exército árabe que chegava. Era a desventura de uma luta, de um assédio contra a cidade com os perigos que trazia consigo.

Podiam perder a cidade e serem reduzidos a escravos.

Podiam ser levados escravos, por exemplo, esposo e esposa.

domingo, 2 de maio de 2021

São Tomás de Aquino:o Islã seduz homens animalizados, ignorantes e violentos

São Tomás de Aquino, apoiado em Platão e Aristotes, esmaga Averroes, 'sábio' maometano
São Tomás de Aquino, apoiado em Platão e Aristóteles,
esmaga Averroes, 'sábio' maometano
Luis Dufaur
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O que achar do islamismo e de seus prosélitos? 

Como interpretar os crimes que estão praticando contra os cristãos, sua adesão ao Corão (Livro) de Maomé, e as tentativas de diálogo e ecumenismo com eles?

São Tomás nos ensina com a concisão e a sabedoria do maior mestre e Doutor da doutrina e do método de pensamento da Igreja Católica:

“Tão maravilhosa conversão do mundo para a fé cristã é de tal modo certíssimo indício dos sinais havidos no passado, que eles não precisaram ser reiterados no futuro, visto que os seus efeitos os evidenciavam.

“Seria realmente o maior dos sinais miraculosos se o mundo tivesse sido induzido, sem aqueles maravilhosos sinais, por homens rudes e vulgares, a crer em verdades tão elevadas, a realizar coisas tão difíceis e a desprezar bens tão valiosos.

“Mas ainda: em nossos dias Deus, por meio dos seus santos, não cessa de operar milagres para confirmação da fé.

“No entanto, os iniciadores de seitas errôneas seguiram caminho oposto, como se tornou patente em Maomé (o fundador do Islã):