domingo, 29 de julho de 2018

O mundo moderno redescobre a paz na Idade Média

Casamento de Carlos IV e Maria de Luxemburgo. Grandes Chroniques de France. BNF.
Casamento de Carlos IV e Maria de Luxemburgo.
Grandes Chroniques de France. BNF.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Quase todos nós aprendemos na escola que a Idade Média foi uma época de mil anos de trevas e de fanatismo religioso, sem nada digno de ser mencionado nos séculos seguintes.

E não nos damos ao trabalho de estudar as obras, as instituições, a arquitetura, a vida de família e, sobretudo, a profunda religiosidade, que a tornaram insuperável.

Segundo o prestigioso jornal “Economist”, isso começa a mudar:

“Desde os ataques de 11 de setembro, a direita norte-americana desenvolveu um fascínio pela Idade Média e pela Renascença em particular, com a ideia do Ocidente como uma civilização que estava se defendendo de um desafio do Oriente.

“Essa tendência tem sido estimulada pela descoberta do movimento de suas contrapartes europeias que usavam imagens medievais e de cruzados desde o século XIX.”

Para o jornal, alguns exemplos disso são o frequente aparecimento e as ilustrações de cruzados revestidos de capacete e que bradam o grito de guerra Deus vult!

Diz ainda:

“Os jornais e sites contrários ao islamismo se nomeiam segundo o rei franco Charles Martel, que lutou contra exércitos muçulmanos no século VIII, ou a derrota otomana (levemente pós-medieval) em Viena”,

enquanto “milhões de outros [...] são atraídos pela era medieval, de que são testemunhos a popularidade de reconstituições renascentistas ou as fantasias medievais de inspiração, como Game of Thrones”.

domingo, 15 de julho de 2018

O simbolismo do leão: Jesus Cristo;
e da leoa: Nossa Senhora (2)

Cristo é o Leão de Judá. Cristo em Majestade no Juízo Final.
Beato Angélico (1395 – 1455). Catedral de Orvieto, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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continuação do post anterior: O simbolismo do leão: Jesus Cristo; e da leoa: Nossa Senhora (2)



O demônio enganou o homem; Deus venceu o homem, que não o reconheceu, e depois ao diabo, mediante sua adequada virtude.

Se o demônio tivesse sabido que aquele homem mortal era Deus, não o havia conduzido à crucificação.

Assim Deus obrou habilmente, sem que o demônio se dessa conta; Deus se ocultou de nosso inimigo, que não soube que Deus era aquele homem até que o comprovou.

Deus se ocultou tanto que os anjos do céu que estavam no Paraíso não o reconheceram.

Por isso, quando voltou o Filho de Deus em majestade para o lugar de onde havia partido quando se encarnou por nós, perguntaram aos anjos que estavam com ele:

domingo, 1 de julho de 2018

O simbolismo do leão: Jesus Cristo; e da leoa: Nossa Senhora (1)

Leão na catedral de Sessa, Itália
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No site do prof. Ricardo da Costa, Professor Associado I de História e Filosofia Medieval da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e membro de numerosas academias, o leitor encontra artigos e documentos de grande valor para o conhecimento da Idade Média.

Os medievais tinham uma visão ao mesmo tempo muito prática e altamente simbólica da realidade. Eles partiam da observação material e se elevavam facilmente até as culminâncias da metafísica e da teologia como quem sobe e desce pelas ladeiras de uma colina florida.

Eis um exemplo tirado pelo prof. Costa de um Bestiário medieval. Os Bestiários são livros típicos da era medieval que alimentavam essa contemplação da ordem natural.

O exemplo expõe o simbolismo do leão e os ensinamentos que Deus pôs nesse animal visando a elevação do homem até a Sabedoria infinita:

“O que em grego se chama “leão” significa “rei” em francês. O leão, de várias formas, domina muitos animais. Por isso o leão é rei. Escutai agora suas propriedades.