domingo, 29 de março de 2020

Símbolos Papais requintados na Idade Média

Anel do Pescador que foi de Bento XVI.
Anel do Pescador que foi de Bento XVI.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No post “Símbolos dos Papas tomaram forma final na Idade Média”, apresentamos a contribuição que a “Doce primavera da Fé” deu para a criação ou definição de certas insígnias dos Papas.

Essas insígnias não correspondem a uma época, mas a todas as épocas e provêm de ensinamentos evangélicos ou da Tradição da Igreja.

Neste post trataremos de outras insígnias e da parte que a Era Medieval teve em sua elaboração.

O Anel do Pescador é dos mais importantes símbolos. Consiste num anel de ouro no qual está gravada a Barca de Pedro, símbolo da Igreja, e em volta, o nome do Papa que o está usando.

A primeira menção documentada ao Anel está contida numa carta do Papa Clemente IV de 1265. Nela, o Pontífice dizia que era costume dos sucessores de Pedro muito anteriores a ele, manter sigilosas suas cartas.

Veja mais em: Símbolos dos Papas que tomaram forma final na Idade Média

Isto se fazia através de um pouco de cera quente no fim do texto ou para fechar o envelope. O Papa aplicava então o Anel, que deixava cunhado seu nome e a Barca.

domingo, 22 de março de 2020

Avança um castelo medieval do século XXI

Guédelon poucos anos atrás
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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No fundo de uma floresta do centro da França um inusual experiência arquitetônica já antevê a terminação de um castelo construído com técnicas medievais, sem concessão a instrumentos modernos, noticiou a BBC.

As torres do castelo de Guédelon iniciado em 1998 na Borgonha superaram os 15 metros de altura.

Nos bosques, lenhadores abatem as árvores que serão empregadas.

O cimento é desconhecido e mestres pedreiros lapidam as pedras.

domingo, 15 de março de 2020

Abadia milenar de Solesmes, uma arca de salvação

A vida na solidão acompanhado por Deus
A vida na solidão acompanhado por Deus
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Às cinco da manhã ainda está escuro no verão e no inverno faz muito frio.

A cidade toda de Solesmes dorme bem arroupada enquanto o velho sininho da abadia se põe a repicar com sua milenar nota.

Os monges estão sendo convocados a cantar a primeira Hora do dia.

Silhuetas silenciosas se encaminham para a igreja fazendo deslizar seus hábitos pretos sobre o chão de pedra.

De ali a pouco suas vozes entoam as antífonas, leituras e salmos à glória dAquele que os convocou ali.

“Qui bene cantat, bis orat” (“Quem canta bem, reza duas vezes”) ensinou Santo Agostinho.

Em Solesmes os monges cantam sete vezes por dia, trinta e cinco horas por semana, explica o Pe. Paul-Alain.

O brilho do olhar dos monges percebe-se a plenitude do gáudio sobrenatural que enche suas almas.

domingo, 8 de março de 2020

Cluny deu ao mundo uma civilização superior

Luis Dufaur
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Continuação do post anterior: O eco da glória de Cluny superou o milênio




Por causa dos monges de Cluny, os filhos da França, em terra da França, elaboraram o ideal de uma civilização superior, continuou o acadêmico René Bazin.

Cluny foi uma grande escola de arte e de artistas. Certamente essa não foi a finalidade primeira da Ordem que visava fazer santos.

Mas como a perfeição ordena cultivar todo movimento nobre, São Bento, escrevendo sua Regra já o tinha previsto.

domingo, 1 de março de 2020

O eco da glória de Cluny superou o milênio


Luis Dufaur
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Por volta de setembro do ano 910, quando reinava na França Carlos III o Simples, portanto no início do feudalismo, deu-se um evento cuja lembrança 1100 anos depois congregou a nata da intelectualidade francesa e mundial.

Objetivo: testemunhar gratidão pela criação da Ordem de Cluny, ramo beneditino, que pela sua grandeza foi chamada também de “Igreja de Cluny”.

O escritor René Bazin foi encarregado pela famosa Académie Française de pronunciar o elogio por ocasião do cumprimento do milenário da maior e mais requintada das abadias que já houve.