sexta-feira, 15 de junho de 2007

A luz, as trevas


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






No mundo, tudo é símbolo.

O sol, as constelações, a luz, as estações do ano, tudo nos fala uma linguagem solene.

No inverno, quando os dias diminuem tristemente, quando a noite parece resolvida a triunfar para sempre da luz, em que pensa a alma do medieval?

Pensa nos longos séculos de trevas que precederam a vinda de Jesus Cristo, compreendendo o papel importante que a luz e as trevas representam no divino espetáculo.

Nessas semanas de dezembro, chamadas “do Advento”, as cerimônias litúrgicas exprimem a ansiedade do mundo antigo pela vinda do Salvador.

Essa se dá exatamente no solstício de inverno, no momento em que a luz vai reaparecer no mundo e crescer.





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Pedras preciosas: misteriosas consonâncias com a alma humana


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Marbode, Bispo de Rennes, ao considerar pedras preciosas, descobre misteriosas consonâncias entre suas cores e a alma humana.

O berilo brilha como a água que reflete o sol, e aquece a mão que o segura.

Não é exatamente a imagem do cristão, iluminado e aquecido até suas profundezas pelo sol que é Jesus Cristo?

O vermelho do rubi parece refletir chispas de fogo.

É a imagem dos mártires, que derramam seu sangue e rezam pelos algozes.





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A Santa Igreja simbolizada por uma pomba


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Olhando uma pomba, Hugues de Saint-Victor pensa na Santa Igreja:

"A pomba tem duas asas, como há para o cristão dois gêneros de vida: a ativa e a contemplativa.

"As penas azuis das asas indicam o pensamento do Céu.

"As nuances incertas do resto do corpo e o furta-cor fazem pensar num mar agitado, e simbolizam o oceano de paixões humanas em que navega a Igreja.

"Os olhos da pomba significam o olhar cheio de sabedoria que a Igreja lança sobre o futuro.

"A pomba tem, por fim, patas avermelhadas, pois a Igreja caminha no mundo com os pés embebidos no sangue de seus mártires".





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A rosa, símbolo dos mártires e das virgens


Luis Dufaur
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Pierre de Mora, Cardeal e Bispo de Cápua, contemplando rosas em seu jardim, refletia:

"A rosa é a legião dos mártires, ou ainda o coro das virgens.

Quando é vermelha, é o sangue dos que morreram pela Fé, e quando é branca representa a pureza virginal.

Nasce no meio dos espinhos, como os mártires se elevam no meio dos hereges e perseguidores, ou como uma virgem pura brilha no meio da iniquidade”.



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