domingo, 17 de fevereiro de 2013

A hierarquia e a respeitabilidade no feudalismo nasceram naturalmente e sem planificação

Senhores feudais: pequenos reis com poder desdobrado do monarca.  Iluminura de: Manessische Liederhandschrift, Der Schenke von Limburg
Senhores feudais: pequenos reis com poder desdobrado do monarca.
Iluminura de: Manessische Liederhandschrift, Der Schenke von Limburg
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Os senhores feudais de grandes territórios tinham um problema semelhante ao dos reis: não podiam estar em toda parte ao mesmo tempo e não existiam vias de comunicação.

Eles então lançavam mão da mesma fórmula, recorrendo aos senhores feudais menores, por um processo análogo: nomeando ou reconhecendo situações criadas.

Esses senhores feudais tinham certa analogia com os “coronéis” da história brasileira, ou certos grandes proprietários nas regiões que outrora estavam sendo desbravadas.

Os senhores feudais de categoria secundária têm um desdobramento do poder do primeiro senhor feudal, e assim, de participação em participação, chegamos às últimas escalas da hierarquia feudal.

Partimos de uma grande fonte de poder que é o rei e encontramos, nas várias escalas da hierarquia feudal, participações sucessivas, que se assemelham aos galhos de uma árvore.




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O rei seria o tronco e as várias categorias de nobreza seriam os galhos, sucessivamente mais delgados, até constituir o cimo da copa da árvore, toda alimentada por uma mesma seiva, que é o poder real, do qual tudo emana e para o qual tudo tende.

La Bourbansais, pequeno castelo na Bretanha, França
Entretanto, a árvore feudal não é absorvente como o Estado moderno.

Pelo contrário, deita galhardamente seus inúmeros galhos em todas as direções, vendo com alegria que se desenvolvem autonomamente.

A participação no poder real levava a reconhecer em cada homem a dignidade que lhe confere a função ou o cargo que ocupa.

O rei tem uma tal grandeza que chamaríamos de majestade.

A majestade é o pináculo da grandeza humana e corresponde ao poder real.

Abaixo do rei seria impróprio dizer que um duque, por exemplo, tem majestade.

Diríamos que ele tem elevação, alteza, distinção, eminência, mas não majestade.

Respeitabilidade e veneração em todos os niveis sociais.  Oculista pinga colírio em paciente,  Biblioteca Municipal de Besançon, ms 475 folio 1.
Respeitabilidade e veneração em todos os niveis sociais.
Oculista pinga colírio em paciente,
Biblioteca Municipal de Besançon, ms 475 folio 1.
A alteza, a distinção, a eminência são o próprio dom da majestade, mas num grau menor.

Do mesmo modo, não podemos nos referir a um conde, a um marquês, dizendo alteza ou eminência.

A expressão seria demasiada. Poderíamos dizer que um conde tem saliência, relevo, destaque, projeção, mas não alteza ou eminência. É, portanto, mais uma redução.

De um nobre menos elevado poderíamos dizer simplesmente que tem fidalguia.

Isto é, ele é um homem um pouco mais saliente, um pouco mais distinto, um pouco mais elevado, mas que já toca na massa geral dos outros homens.

E analisando mais profundamente este conceito, vemos que essas ideias de dignidade, de majestade, de distinção, de elevação, tão frequentes na Idade Média, se aplicavam também, embora com menor plenitude, às pessoas da plebe.

Juízes, professores, mestres de ofício, pequenos proprietários de terra, pais de família, etc., também tinham um proporcionado e análogo reconhecimento, respeito e veneração.





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3 comentários:

Anônimo disse...

Um sistema justo,de fato.Era bem melhor do que esse capitalismo selvagem que temos hoje.

Anônimo disse...

concordo com esse anonimo

Francisco Guilherme disse...

Bem, que é que eu vou dizer para esses "fantoches" iluministas? Tão tolinhos!

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