domingo, 9 de junho de 2013

Descobertas grandes e surpreendentes


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No início do século VII, o monge Eilmer voou mais de 180 metros com uma espécie de asa delta.

Posteriormente o padre jesuíta Francesco Lana-Terzi estudou o vôo de modo sistemático e descreveu a geometria e a física de uma nave voadora.

Elmer, monge de Malmesbury
num vitral com sua asa delta
Os monges eram habilidosos relojoeiros.

O primeiro relógio mecânico de que se tem registro foi feito pelo futuro papa Silvestre II para a cidade de Magdeburg, na Alemanha por volta do ano 996.

No século XIV, Peter Lightfoot, monge de Glastonbury, construiu um dos mais antigos relógios ainda existentes.

Richard de Wallingfor, abade de Saint Albans, além de ser um dos iniciadores da trigonometria, desenhou um grande relógio astronômico para o mosteiro, que predizia com precisão os eclipses lunares.

Relógios comparáveis só apareceriam dois séculos depois.

Gerry McDonnell, arqueometalurgista da Universidade de Bradford, na Inglaterra, encontrou nas ruínas da abadia de Rievaulx, as provas de um grau de avanço tecnológico capaz de produzir as grandes máquinas do século XVIII.

Os religiosos medievais tinham conseguido fornos capazes de produzir aço de alta resistência.

Rievaulx foi fechada pelo heresiarca Henrique VIII em 1530, e por isso o aproveitamento dessas descobertas ficou atrasado de dois séculos e meio.

Abadia de Rievaulx: seu avanço tecnologico teria permitido construir
na Idade Média as grandes máquinas que só apareceram 250 anos depois
Em Arbroath (Escócia) os abades instalaram um sino flutuante num recife perigoso, que as ondas agitadas faziam soar para alertar os navegantes.

O recife ficou conhecido como "Bell Rock" (Recife do Sino). Hoje um farol e um museu lembram o fato.

Por toda parte os frades construíam ou reparavam pontes, estradas e outras obras indispensáveis para a infra-estrutura medieval.

E isto sem nenhuma despesa para o erário público.

Oh época feliz, em que os cidadãos não viviam esmagados por impostos para obras que acabam sendo mal feitas, quando são feitas!



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