domingo, 26 de maio de 2019

Farmácias: invenção dos monges medievais para progresso da saúde


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No coração de Florença prossegue aberta uma das farmácias mais antigas do mundo: a Officina Profumo – Farmaceutica di Santa Maria Novella, segundo noticiou o site “Panorama farmacêutico”.

A farmácia foi fundada pelos frades dominicanos por volta de 1.221, ano de sua chegada na região italiana. A Ordem dos Pregadores é o nome oficial dos dominicanos.

Ela foi fundada pelo nobre espanhol Santo Domingo de Gusmão e se distinguiu na luta contra as heresias e sua participação na Inquisição contra a Perfídia dos Hereges.

As farmácias monacais medievais eram gratuitas e abertas para qualquer um que se apresentasse com algum mal-estar. Hoje a Officina Profumo é privada e paga.

domingo, 19 de maio de 2019

Povos bárbaros: um dos componentes que a Igreja tirou da ignorância

Vestimentas e instrumentos de tribos bárbaras
Vestimentas e instrumentos de tribos bárbaras
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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diversos blogs






Os povos bárbaros invadiram o Império Romano não como numa simples incursão militar, mas com o intuito de fixarem ali a sua residência.

Eles tinham procedências muito diversas seja geográficas, étnicas, religiosas ou culturais.

O termo “bárbaro” foi cunhado pelos gregos para significar “que não é grego”.

Foi adotado pelos romanos em sentido análogo, indicando os povos que não tinham um Direito ou uma escrita como Roma.

Assumindo pela força a direção da sociedade, provocaram um tal embrutecimento que a Idade Média se iniciou com o mais pavoroso colapso de civilização que a História registrou.

Bárbaro ou selvagem

Para que a extensão desse colapso possa ser medida, é necessário ter-se em conta aquilo que diferencia o selvagem do homem civilizado.

A total ignorância de tudo ou quase tudo o que constituiu a civilização cria no selvagem uma inadaptabilidade quase completa para a vida civilizada.

Por isso muitos selvagens, como ainda em nossos dias se observa nas missões que levam a cabo a catequese dos nossos índios, não podem resistir à brusca transplantação de toda a sua existência para um ambiente plenamente civilizado.

Muitos sofrem com essa transplantação um dano irreparável em sua saúde. Os poucos dentre eles que sobrevivem ao choque, depois de viverem longos anos em uma vida civilizada fogem bruscamente.

E o mesmo fato se dá, se bem que mais raramente, com os filhos de selvagens já catequizados, quando transplantados para um ambiente de grandes cidades.

Elmo anglo-saxão
Essa inadaptabilidade resulta, em última análise, da oposição profunda existente entre os hábitos de um povo civilizado e os de um povo selvagem.

Hábitos dos povos bárbaros

Os bárbaros, singularmente parecidos sob alguns pontos de vista com os nossos índios, tinham hábitos que facilmente explicam o que acima ficou dito.

Em tempo de guerra, pintavam o corpo de modo a amedrontar o adversário. Com o mesmo objetivo, os homens de certas tribos atavam à cabeça crânios de animais selvagens.

Uivando e silvando como animais, costumavam atacar os inimigos em hordas compactas, cujos componentes semi-embriagados executavam saltos ferozes. A certa distância, as mulheres cantavam melodias guerreiras, em que incitavam os combatentes a sacrificar suas vidas em defesa de sua nação.

Um dos hábitos dessas tribos era o chamado juízo de deus. Partindo do princípio verdadeiro de que Deus prefere o inocente ao culpado, concluíam eles erroneamente que em uma luta o vencedor tinha sempre a razão, porque sem a proteção divina ele não poderia ter vencido.

O processo para provar a inocência dos indivíduos, quanto a crimes de que eram acusados, também se inspirava na mesma ordem de idéias.

Daí o fato de serem submetidos os acusados a certas provas, como por exemplo de caminhar, com os pés descalços, sobre metal incandescente, ou a de carregar durante certo tempo barras de metal incandescente. O direito penal consagrava também a obrigação de certas mutilações por certos crimes.

Vestimentas e instrumentos de tribos bárbaras
Vestimentas e instrumentos de tribos bárbaras
Freqüentemente, a pena consistia no pagamento de certa quantia, existindo a esse respeito curiosas tabelas em certos povos bárbaros do norte da Europa, que especificavam o preço de um olho, de uma orelha ou de um braço, ou computavam o preço da vida de um rei, de um príncipe ou de um nobre, servindo como padrão o valor das vacas.

Certas tribos eram tão selvagens que, quando invadiram o Império Romano, não pousavam nas cidades, por se sentirem asfixiadas. Tinham grande cavalheirismo, grande respeito à mulher e irrepreensível hospitalidade.

De todos esses costumes bárbaros — como o duelo judiciário, torturas e penas corporais — se ressentiu durante muitos séculos a civilização.


(Autor: Plinio Corrêa de Oliveira. Excerto do curso de “História da Civilização”, 1936, Colégio Universitário, Faculdade de Direito, Universidade de São Paulo)





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domingo, 12 de maio de 2019

Os mosteiros levaram a agricultura a patamar nunca visto


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Para Henry Goddell, presidente do Massachusetts Agricultural College, os monges salvaram a agricultura durante 1.500 anos.

Eles procuravam locais longínquos e inacessíveis para viver na solidão. 

Lá, secavam brejos e limpavam florestas, de maneira que a área ficava apta a ser habitada.
Novas cidades nasciam em volta dos conventos.

O terreno em torno da abadia de Thorney, na Inglaterra, era um labirinto de córregos escuros, charcos largos, pântanos que transbordavam periodicamente, árvores caídas, áreas vegetais podres, infestados de animais perigosos e nuvens de insetos.

domingo, 5 de maio de 2019

Relações sociais marcadas pela paternalidade e pela bondade

Qualquer pessoa do povo tinha grande facilidade de acesso ao Rei
Qualquer pessoa do povo tinha grande facilidade de acesso ao Rei
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Na Idade Média, as relações das pessoas entre si e entre as diversas classes sociais eram muito orgânicas e naturais.

Qualquer pessoa do povo tinha grande facilidade de acesso aos nobres e até mesmo ao Rei.

Este costumava receber os plebeus em audiência, para ouvir os pedidos que lhe faziam.

Assim, São Fernando III, Rei de Castela, quando estava de viagem e se hospedava em determinada cidade, sentava-se perto de uma janela que dava para a rua, podendo ser visto pelo povo e ao alcance de qualquer plebeu que desejasse falar com ele.