quinta-feira, 29 de maio de 2008

São Domingos fundou a Inquisição?

É verdade que, como dizem não raros historiadores dominicanos, São Domingos de Gusmão foi o primeiro inquisidor. Aliás, o próprio Papa Sixto V se fez eco dessa opinião na bula de canonização de São Pedro de Verona (1588)...

O Papa Inocencio III fez então São Domingos, fundador da Inquisição na Espanha?

Santos serviram à Inquisição?

Os Papas a criaram e difundiram para o bem da Igreja?

VEJA UM DOCUMENTADO ARTIGO SOBRE A INQUISIÇÃO OS PAPAS E OS SANTOS

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quinta-feira, 22 de maio de 2008

Origem medieval da Solenidade de Corpus Christi

Um dia, em plena Missa, ao partir a Sagrada Forma, saiu dEla sangue que empapou o corporal.Pelo fim do século XIII, na Abadia de Cornillon, em Lieja, Bélgica, nasceu um Movimento Eucarístico que deu origem à Exposição e Bênção do Santíssimo Sacramento, o uso dos sinos na elevação na Missa e a própria festa do Corpus Christi.

Em 1263, ou 1264, o Papa Urbano IV estava em Orvieto, ao norte de Roma. Numa localidade vizinha de nome Bolsena, um sacerdote duvidava que a Consagração fosse real.

Um dia, em plena Missa, ao partir a Sagrada Forma, saiu dEla sangue que empapou o corporal.


Veja a história completa da festa de Corpus Chisti.

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domingo, 11 de maio de 2008

No feudalismo o poder era largamente participado


No feudalismo, não havia uma concentração do poder numa pessoa ou num parlamento. Pelo contrário, o rei estava em relação ao senhor feudal como um original está para a sua miniatura, mas uma miniatura viva, dotada de verdadeira iniciativa e poder efetivo próprio.

Um príncipe de Condé, por exemplo, era uma miniatura de rei da França. Quer dizer, as autoridades locais eram, em ponto pequeno, reis locais com larguíssima dose de autonomia.

Como se fez isso?

Na França, por exemplo, o rei desmembrava o seu reino em feudos, e dava a cada senhor feudal uma parcela do poder real.

Desse modo o senhor feudal não era apenas uma miniatura do rei, mas participante do poder do rei.

Ele tinha parte no poder real. Ela era, por assim dizer, uma extensão do rei. É miniatura no sentido de que é uma parcela, e não porque possua tamanho menor e se lhe pareça.

Essa ligação que o senhor feudal tem com o rei faz dele uma espécie de desdobramento do próprio rei.

Os senhores feudais de categoria secundária têm um desdobramento do poder do primeiro senhor feudal. Assim, de participação em participação, chegamos às últimas escalas da hierarquia feudal.

Partimos de uma grande fonte de poder, que é o rei, e encontramos nas várias escalas da hierarquia feudal participações sucessivas, que se assemelham aos galhos de uma árvore.

O rei seria o tronco, e as várias categorias de nobreza seriam os galhos, sucessivamente menores e sucessivamente mais delgados, até constituir o cimo da copa da árvore, toda alimentada por uma mesma seiva, que é o poder real, do qual tudo emana e para o qual tudo tende.

Entretanto não é absorvente. Pelo contrário, deita seus inúmeros galhos em todas as direções.

Eis aí configurada a idéia da participação do poder feudal, um dos aspectos originalíssimos do feudalismo.

Custa-nos compreender isso no nosso século onde tudo é planificado por governos que pairam sobre os cidadãos a anos-luz de distanciamento psicológico.

E onde parlamentos e organizações mundiais decidem sobre o destino do simples cidadão, sem interpretar bem o que ele quer, e sem que ele saiba o que se passa de fato nesses cenáculos, como também não entende o que acontece dentro de um OVNI, se é que existe.


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domingo, 4 de maio de 2008

Literatura medieval: a luz da verdade com um sorriso encantador

A era medieval foi pródiga em contos e lendas. Nisto não foi, aliás, nem a primeira nem a última. Persas, chineses, gregos e romanos, para citar só eles, criaram admiráveis narrações míticas ou literárias.

Na Renascença multiplicaram-se os poetas, de moral aliás dúbia ou escandalosa. Os séculos XVII e XVIII viram muitos romances mais bem libertinos. O século XIX encheu-se de literatos exímios mas céticos ou ateus.

Mas a Idade Média teve um talento peculiar para encantar e ensinar. Para mostrar as realidades mais concretas da terra e ligá-las com as mais altas sublimidades do Céu.

Nos contos e lendas medievais, a força e a delicadeza, a rudeza e o requinte, o vigor e a doçura, o terra-terra e o sobrenatural, a natureza e a Fé, o humano e o divino, se encontravam harmonicamente, cada um no seu lugar.

Essas narrações apresentavam verdades profundamente racionais por vezes sob os invólucros de uma admirável fantasia. Por isso, seus ensinamentos traziam uma ordem e uma paz que inebria e conquista as almas.

Veja-se, por exemplo, esta história do senhor feudal criminoso, o ermitão piedoso e um misterioso barrilzinho...

CLIQUE AQUI PARA LER A NARRAÇÃO

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