segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O encanto medieval dos mercadinhos de Natal

Feira de Natal, Frankfurt
Longe da banalidade comercial de hoje, o sorriso sobrenatural do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo enchia de alegria suave e de aconchego as praças de cidades e aldeias, de palácios e choupanas da Idade Média.

A tradição, embora deformada, pervive até hoje.

Trata-se das feiras de Natal que ainda dominam em cidades alemãs, austríacas, alsacianas, etc., na Europa.

Elas constituem um eco saudoso, requintado em épocas posteriores, do Natal medieval.

Cheiro de ervas, amêndoas torradas, vinho, cravo, canela, incenso e resina de pinheiro.

Enfeites natalinos que falam não ao corpo mas à alma nos fazem reviver as profundas alegrias da infância.

Bremen
Alegrias que a festa do nascimento do Menino Jesus reaviva em toda alma reta.

Luz de vela, utensílios de madeira: tudo relembra o aspecto material rude da Gruta de Belém.

Ao mesmo tempo, parece ecoar a insondável luz sobrenatural da graça, do cântico dos anjos, da alegria ingênua e enlevada dos pastores, do maravilhamento entusiasmado dos Reis do Oriente diante do Menino Deus.

As feiras de Natal da Alemanha começam no Advento, período litúrgico tradicional das quatro semanas antes do Natal.

Dresde erige uma “pirâmide” de Natal de 14 metros de altura que não é outra coisa senão um bolo de frutas típico (Christstollen), pesando quatro toneladas.

Nuremberg
A mais antiga feira, porém, é a de Nuremberg.

A de Colônia, muito famosa, na realidade é só de 1820.

Mas como que querendo estabelecer uma ligação com o imponderável da Idade Média a cidade tem seis feiras natalinas, uma delas ao lado de sua catedral gótica, a maior da Alemanha.

Em Augsburgo, a especialidade é o pão de mel. Lá, o imenso pinheiro de Natal fica pequenino ao lado das torres da igreja, que medem 150 metros.

Em dezembro, cerca de dois milhões de pessoas passam pela feira natalina a respirar uma pontinha do charme medieval que nelas paira impalpavelmente.

Passau
Quanto mais autênticas, mais querem se parecer com os mercados medievais. Pode se encontrar um porco sendo assado em um espeto de madeira, pessoas com roupas longas, sapatos de couro de ovelha e chapéus de uma outra era.

E se alguém perguntar, a resposta é uma só: o Sr., a Sra. está em um mercado de Natal medieval.

Iluminados por fogueiras acessas no chão ao invés da chata moderna lâmpada, o cheiro de madeira queimada domina o local.

Mergulhadas num ambiente que fala de fé e lógica, as pessoas compram artigos forjados no fogo, como facas e utensílios de cozinha.

Em Siegburg, um grupo de saltimbancos-trovadores anuncia o fim da feira todos os dias, com um show de fogo e instrumentos medievais.






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domingo, 18 de dezembro de 2011

Por que o Natal aparece tão ligado à Idade Média?

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Por que as alegrias e o imponderável sobrenatural do Natal aparecem ligados à Idade Média?

A cidadinha de Siegburg, oeste da Alemanha, parece ter o segredo da resposta.

Ela revive a tradição da Idade Média abrindo mão do conforto da modernidade.

Mercado ao ar livre, tendas cobertas com tecidos e iluminadas pela luz das velas, Siegburg atrai mais de meio milhão de turistas, curiosos ou apaixonados à cidadezinha de 42 mil habitantes.

Na praça central, artesãos, comerciantes e artistas trabalham segundo os costumes da era em quer o Evangelho penetrava todas as instituições.

Estudosos e simpatizantes do estilo de vida medieval acodem de todas as partes do país.

Nas barracas há apetitosas comidas e bebidas de receitas imemoriais.

Do forno de pedra saem pães ansiosamente aguardados.

Nos doces, sobresaem as amêndoas torradas e maçãs fritas.

Sob a meia luz das velas, os cogumelos os diversos tipos de salsichas, o glühwein (quentão) vinho quente com especiarias, taças de barro fazem as delícias ingênuas de sabores autênticos que tocam profundas fibras da alma.

Na praça, malabaristas brincam com fogo, músicos tocam tambores, gaitas e violas, artesãos fazem facas e utensílios com técnicas medievais.

Os presentes são também do estilo da era de Carlos Magno, Roland ou São Bernardo ou Santa Clara: roupas, artigos de couro, chapéus artesanais, velas trabalhadas e porcelanas.

Para completar: na feira não há máquinas para cartões de crédito, tudo é com moeda viva.

No fim da jornada um pequeno coro entoa músicas medievais na praça: é o sinal de que a festa acabou.

Todos voltam a casa, com a alma cheia.


Noite Feliz: as almas das canções de Natal perfeitas





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