domingo, 31 de agosto de 2014

Cristandade medieval: primavera da humanidade cristã

Detalhe da Igreja Militante. Andrea da Firenze (1366-7). Santa Maria Novella, Florença
Detalhe da Igreja Militante. Andrea da Firenze (1366-7).
Santa Maria Novella, Florença
A concepção do mundo que prevaleceu foi a noção de Cristandade.

Formou-se lentamente, à custa de sangue e lágrimas, e foi-se também perdendo aos poucos.

Por trezentos anos impôs a sua lei, e, evidentemente não por acaso, foi esse talvez o período mais rico, mais fecundo e, sob muitos aspectos, mais harmonioso de todos os que a Europa conheceu até os nossos dias.

Saindo das trevas invernais da época bárbara, a humanidade cristã viveu a sua primavera.

O que inicialmente impressiona a quem analisa o conjunto destes trezentos anos é a sua riqueza de homens e de acontecimentos.

À semelhança da seiva que jorra por todos os lados na primavera, tudo parece agora germinar e desabrochar numa abundância de folhagem sobre o solo batizado por Cristo.

Em todos os âmbitos se manifesta o fervor criativo, a exigência profunda de empreender, de encaminhar a caravana humana para o futuro.

Os mais minuciosos quadros cronológicos não seriam suficientes para captar este impulso.