segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Feliz concórdia entre Sacerdócio e Império
no cerne do regime medieval

O rei Filipe I da França conversa com o Papa Pasqual II. Grandes Chroniques de France, Bibliotèque National de France.
O rei Filipe I da França conversa com o Papa Pasqual II.
Grandes Chroniques de France, Bibliothèque National de France.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




No âmago da grande paz e da luminosa ordem medieval nós encontramos a união entre o Poder Espiritual e o Poder Temporal.

Não havia indiferentismo do Estado, nem laicismo agressivo, nem oposição crônica e desgastante entre os dois.

A Igreja não só respeitava as legítimas autoridades. Foi Ela, muitas vezes, a que instituiu e organizou os sistemas de governo, a partir de realidades embrionárias preexistentes, como o reino bárbaro dos francos ou dos hunos (húngaros).

E Ela vigiava como uma mãe para que o filho perseverasse pelo bom caminho.

Hoje, na imensa maioria dos casos, o filho está em estado de indiferença ou até revolta contra a mãe.

E então vemos imensas durezas na vida diária, crises e desajustes um pouco por toda parte. Os cidadãos sofrem as consequências, como filhos de pais divorciados em perpétua briga.