domingo, 17 de dezembro de 2017

Como um medieval via a liturgia da Missa

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os capítulos que Guilherme Durand (séc. XIII) consagrou à explicação da Missa estão entre os mais surpreendentes de sua obra “Rational”.

Eis aqui, por exemplo, como ele interpreta a primeira parte do Divino Sacrifício:

“O canto grave e triste do Introito abre a cerimônia: ele exprime a espera dos Patriarcas e dos Profetas. O coro dos clérigos representa o coro dos Santos da Antiga Lei, que suspiram antes da vinda do Messias, que eles, entretanto não verão”.

“O bispo entra, então, e ele aparece como a figura viva de Jesus Cristo. Sua chegada simboliza o aparecimento do Salvador, esperado das nações”.

“Nas grandes festas leva-se diante dele sete tochas, para lembrar que, segundo a palavra do Profeta, os sete dons do Espírito Santo repousam sobre a cabeça do Filho de Deus.

“Ele se adianta sob um pálio triunfal, do qual os quatro carregadores são comparados aos quatro Evangelistas.

“Dois acólitos caminham à sua direita e à sua esquerda, e representam. Moisés e Elias, que se mostraram no Tabor dos dois lados de Nosso Senhor. Eles nos ensinam que Jesus tinha por Si a autoridade da Lei e a autoridade dos Profetas”.

“O bispo senta-se em seu trono e permanece silencio. Ele parece não desempenhar nenhum papel na primeira parte da cerimônia.

domingo, 10 de dezembro de 2017

A revolução industrial medieval: os começos da engenharia moderna


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
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Uma certa “lenda negra” visceralmente anti-medieval acostumava apresentar a Idade Média como uma era de retrocesso técnico.

Essa visualização anti-histórica movida por um fundo anti-cristão não resiste mais à crítica científica.

O Professor Raul Bernardo Vidal Pessolani, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal Fluminens ‒ UFF, vem de publicar a respeito esclarecedora apresentação de Power Point.

domingo, 3 de dezembro de 2017

A Igreja enxotou os costumes depravados e criminosos

Abadia de Royaumont, França
Abadia de Royaumont, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Os padrões de moralidade foram modelados pela Igreja Católica. A moral entre os pagãos atingiu um fundo de poço.

O grande filósofo grego Platão, por exemplo, ensinava a conduta monstruosa de que um doente, ou um incapacitado de trabalhar, devia ser morto.

Na Roma antiga havia 30% a mais de homens do que de mulheres. As meninas e os varões deformados eram simplesmente abandonados.

Os estóicos, seguidores de famosa escola filosófica de Atenas, propugnaram o suicídio para fugir da dor ou de frustrações emocionais. Algo parecido com as formas mais extremas de eutanásia que estão retornando hoje.

Os romanos afundaram tanto na sensualidade, que até perderam o culto da deusa Castidade. As sacerdotisas vestais deviam manter aceso um fogo sagrado, porque eles acreditavam que quando esse fogo fosse extinto viria o fim de Roma.