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| Quando Notre Dame pegou fogo, uma multidão comovida pagou sua restauração |
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Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de política internacional, sócio do IPCO, webmaster de diversos blogs |
O Prof. Paulo Freitas do Amaral apontou que a moda de denegrir a Idade Média ficou ridícula.
Dicionários como o famosíssimo Webster’s, a suprimiram.
Essa velha fake iluminista foi engolida pela moda “woke” que falsifica para condenar, desclassifica com moral perversa e igualitária.
Ela finge não saber, com ignorância culposa ou asnática obsessão, que os monges medievais salvaram os grandes escritos da Antiguidade em abadias como Monte Cassino, Cluny e Cîteaux.
Sem os monges medievais nem o pretencioso humanismo “woke” poderia existir, concluiu.
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| Os mosteiros medievais salvaram a cultura da Antiguidade |
A Idade Média inventou as universidades, o hospital, o relógio mecânico, os óculos, o moinho de vento, o sistema bancário e a própria ideia de ciência experimental.
Roger Bacon, monge franciscano do século XIII, já defendia que o conhecimento devia basear-se na experiência e na observação, séculos antes de Galileu.
Que trevas são estas, afinal, que brilham com tanto engenho?
Mas o preconceito persiste e infiltra-se até no discurso político.
Em fevereiro de 2023, no Parlamento português, Rui Tavares, historiador e deputado do Livre, ao defender a vacinação, perguntou se queríamos “voltar à Idade das Trevas, onde se permite nada mais do que uma linha ortodoxa feita dogma”. A citação é literal. E ele não está sozinho.
A imagem da “Idade das Trevas” é corrente no discurso político progressista internacional quando se trata de denunciar retrocessos civis: o deputado trabalhista britânico David Lammy chegou a qualificar um ataque racista como algo que “belongs in the dark ages”.
Nos EUA, Kamala Harris e Joe Biden usaram a expressão “not going back to the dark ages” em defesa dos direitos reprodutivos; e até em parlamentos da Commonwealth a fórmula reaparece para condenar propostas vistas como regressivas.
Esses usos políticos do termo reforçam o seu estatuto como arma retórica: conveniente, eficaz, mas historicamente imprecisa.
E, ao fazê-lo, apaga-nos a memória das catedrais, dos mosteiros, dos mestres que ensinaram a pensar e dos inventores que transformaram a Europa rural num laboratório de engenho.
E apaga a revolução espiritual das ordens mendicantes feita no coração da Idade Média por beneditinos, franciscanos e dominicanos, que levaram a cultura até ruas e pobres.
São Francisco de Assis, restituiu o amor pela natureza por meio da Fé em Deus.
Os frades acenderam o cuidado dos pobres, da fraternidade e da humildade.
Se isto foi uma idade de trevas, então como é que o mundo poderia ser mais iluminado?, concluiu no “The Blind Spot”.
































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