domingo, 18 de novembro de 2012

Catedrais: resumo simbólico da ordem do universo onde o medieval lia como num livro

Notre Dame
Notre Dame

A Igreja inspirou as grandes catedrais. Na foto, vemos a abside de Catedral de Notre-Dame. É uma verdadeira jóia!

A gente não sabe por onde esta catedral é mais bela!

A gente poderia dizer dela, utilizando uma palavra da Escritura, que ela é o edifício de uma beleza perfeita, alegria do mundo inteiro!

Se isto não é bonito, não há beleza na terra!

E o vitral da catedral, também.

Uma renda de pedra, uma sinfonia de cores, inspirada pelo clero.

Nos vitrais se representavam os fatos fundamentais da História Sagrada, do Antigo e do Novo Testamento, a Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo e a vida dos santos.

Na grande rosácea da fachada é representado o Apocalipse.

Jesus Cristo está no centro, na sua segunda vinda como Juiz triunfante, e em volta d’Ele estão os justos e os símbolos de que fala o livro que encerra a Bíblia.

domingo, 4 de novembro de 2012

Dureza de vida e glorificação do nobre

Jean II, cavaleiro  fachada do Hôtel de Ville de Bruxelas
Jean II, cavaleiro
fachada do Hôtel de Ville de Bruxelas
A rudeza da vida do guerreiro nobre é representada por mil monumentos medievais.

Na imagem vemos um deles com o corpo todo revestido de metal, sacando a espada.

É um homem que já passa dos cinqüenta anos e ainda está na guerra.

Os nobres encaneciam na guerra. Com sessenta, setenta anos ainda combatiam e morriam na guerra.

Era o preço que o nobre pagava por sua nobreza. Assim era de dura a vida do nobre, vida idealista!

Na imagem ao lado, vemos um cavaleiro entrando em plena epopéia!

Torneio medieval, WarwickEle vai para um torneio, poderia ir para uma batalha.

Seu cavalo está ricamente revestido de um tecido precioso, ele está com um escudo para se defender.

Com a lança ele vai atacar o adversário, mas os senhores podem ver nele quase exatamente a imagem do guerreiro que parte para a guerra e que não sabe se vai voltar vivo ou morto.

Mais provavelmente morto, se ele for verdadeiro herói, morto de uma morte horrível! A arma do adversário atravessa a sua armadura, corta-o, retalha-o.

Ele morre no campo de batalha, muitas vezes depois de uma longa agonia, numa época em que os hospitais de sangue ainda não existiam e a medicina estava dando os seus primeiros vagidos.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

A despedida dos mortos aguardando reencontrá-los na Resurreição


Quando um membro da família senhorial vinha a falecer, era exposto na grande sala do castelo, revestido com seus mais belos ornamentos, e, freqüentemente, embalsamado.

O luto era caracterizado pela cor violeta, e mais raramente pelo preto.

Mas a viúva guardava-o habitualmente de branco, à imitação das Rainhas, às quais a etiqueta prescreve esta cor, o que explica às Rainhas-mães o titulo de 'reines-blanches'.

O caixão, recoberto de damasco dourado ou de tecido vermelho, era conduzido à igreja, não sobre os ombros de servidores ou aldeões, mas sobre os dos mais próximos parentes e dos principais vassalos.

Quando transladaram à França o relicário com os ossos de São Luis, morto em Tunis, ele foi levado até Saint-Denis por Philippe le Hardi, filho do defunto.