domingo, 31 de março de 2013

Distinção entre o homem renascentista e o homem medieval

Francisco I, Jean Clouet, Museu do Louvre
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Mentalidade sem gravidade, gozadora e festiva, e mentalidade séria, que tem em vista o fim último do homem.

Os personagens renascentistas apresentam-se habitualmente alegres, satisfeitos, despreocupados e olímpicos [à maneira dos deuses pagãos do Olimpo — o céu da mitologia grega].

A representação das mais características desse tipo de homem é o rei Francisco I, da França (1494-1547): alto, bonito, bem constituído, símbolo humano do otimismo, continuamente bem disposto em relação à vida terrena.

Ele se distingue profundamente do rei São Luís IX (1215–1270), também soberano francês: igualmente alto e belo, mas muito sério, casto, ameno no trato, sem nenhum desses otimismos superficiais, próprios dos renascentistas.

Sua atitude manifestava que ele tinha sempre presente o fim último do homem — Deus e a bem-aventurança celeste.