domingo, 17 de junho de 2018

Ordens religiosas: austeridade, estudo e trabalho manual

Monges cantando o Ofício Divino
Monges cantando o Ofício Divino
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




A imagem do clero na Idade Média correspondia à categoria dessa classe social. Quer dizer, a classe superior.

Na imagem aparece figuras mais magras do que as outras que podemos ver na iconografia medieval do povo.

Positivamente era a classe social onde mais se jejuava e onde mais se sentia fome na Idade Média.

As regras das Ordens religiosas eram muito severas e apresentavam exigências de jejuns enormes, cumpridos muito à risca pelos sacerdotes e pelos religiosos, em geral verdadeiros ascetas.

Os monges usavam tonsura, um modo de cortar o cabelo que formava uma aureóla, ou algo parecido.

O hábito dos monges tonsurados é branco, sem nenhuma pretensão humana.

Eles não são homens com a saúde destroçada, mas o jejum está na cara.

Eles, que tanto jejuam, está cantando o Ofício divino.

O estudo era o companheiro inseparável do jejum.

domingo, 10 de junho de 2018

São Bernardo: "é muito mais justo
combater agora o jugo dos pecadores
do que sofré-lo sempre"

São Bernardo de Claraval fez alto elogio  dos cavaleiros que empunham as armas por Cristo
São Bernardo de Claraval fez alto elogio
dos cavaleiros que empunham as armas por Cristo
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




continuação do post anterior: Elogio dos Templários feito por São Bernardo de Claraval

A milícia do Templo

Mas o mesmo não se dá com os Cavaleiros de Jesus Cristo, pois combatem somente pelos interesses de seu Senhor, sem temor de incorrer em algum pecado pela morte de seus inimigos e sem perigo nenhum pela sua própria, porque a morte que se dá ou recebe por amor de Jesus Cristo, muito longe de ser criminosa, é digna de muita glória.

Por um lado se adquire em ganho para Nosso Senhor, por outro é Jesus Cristo mesmo que o adquire; porque Ele recebe com gosto a morte de seu inimigo em seu desagravo, e se entrega com mais gosto ainda como consolo de seu soldado fiel.

Assim, o soldado de Jesus Cristo mata com segurança o seu inimigo e morre com maior segurança.

Se morre, faz o bem para consigo; se mata, o faz para Jesus Cristo; porque não é em vão que ele leva ao lado a espada, pois é ministro de Deus pata tirar vingança sobre os maus e defender pela virtude os bons.

domingo, 3 de junho de 2018

Elogio dos Templários feito por São Bernardo de Claraval

São Bernardo de Claraval. Francesco di Antonio del Chierico,
Biblioteca Apostolica Vaticana, ms urb lat 93 f 7v
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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De uma carta de São Bernardo a Hugo, templário. Estas palavras iniciam o famoso panegírico "Em louvor da Nova Milícia" (De Laude Novae Militiae) composto pelo santo:

Pediste-me uma, duas ou três vezes, se não me engano, Hugo caríssimo, que fizesse uma exortação para ti e teus cavaleiros.

E como não me era permitido servir-me da lança contra as agressões dos inimigos, desejaste que, pelo menos, empregasse minha língua e meu gênio contra eles, assegurando-me que eu te faria um favor se animasse com minha pena aqueles que não posso animar pelo exercício das armas.

Voa por todo o mundo a fama do novo gênero de milícia que se estabeleceu no país em que o Filho de Deus encarnou-se e expulsou pela força de seu braço os ministros da infidelidade.

Este é um gênero de milícia não conhecido nos séculos passados, no qual se dão ao mesmo tempo dois combates com um valor invencível: contra a carne e o sangue e contra os espíritos de malícia espalhados pelos ares.